Morrros do Recife e Mapa Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Recife enfrenta um dos maiores desafios urbanos do Brasil: o elevado número de pessoas vivendo em áreas de risco. De acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), aproximadamente 206.761 recifenses residem em regiões suscetíveis a deslizamentos de terra, enchentes e outros desastres naturais.
Esse número coloca a capital de Pernambuco na 5ª posição entre as cidades brasileiras com maior população em situação de risco, atrás apenas de Salvador (BA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). Juntas, essas cidades concentram milhões de brasileiros que vivem sob constante ameaça em épocas de chuvas intensas ou eventos climáticos extremos.
O caso de Recife é particularmente preocupante. A geografia da cidade — marcada por morros e áreas de várzea — aliada à ocupação desordenada e à ausência de infraestrutura adequada em comunidades vulneráveis, agrava ainda mais os riscos. Os bairros com maior incidência de áreas de risco incluem regiões de morro como Ibura, Nova Descoberta e Linha do Tiro, onde moradias precárias dividem espaço com encostas instáveis.
Segundo especialistas, a mudança climática também contribui para o aumento da frequência e intensidade dos eventos extremos, como as fortes chuvas que causaram alagamentos e deslizamentos fatais em anos recentes. Em maio de 2022, por exemplo, mais de 120 pessoas morreram no Grande Recife após uma série de deslizamentos de barreiras.
O cenário exige ações urgentes e coordenadas. Programas de urbanização, contenção de encostas, reassentamento de famílias e melhoria da drenagem urbana são medidas fundamentais para reduzir a vulnerabilidade dessas comunidades. Embora existam políticas públicas voltadas a essas áreas, muitos projetos avançam de forma lenta ou insuficiente frente à demanda.
Enquanto isso, milhares de famílias continuam vivendo sob o risco constante de tragédias que poderiam ser evitadas, caso houvesse um planejamento urbano mais eficaz e políticas públicas voltadas à habitação segura e sustentável.
Ranking das cidades com mais pessoas em áreas de risco (IBGE/CEMADEN):
Salvador (BA) – 1,2 milhão
São Paulo (SP) – 674 mil
Rio de Janeiro (RJ) – 444 mil
Belo Horizonte (MG) – 389 mil
Recife (PE) – 206 mil
Esses números reforçam a necessidade de investimentos em habitação, prevenção de desastres e infraestrutura urbana, especialmente em tempos de emergência climática crescente.
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