As investigações identificaram que integrantes da organização vandalizavam equipamentos de empresas legalizadas e ameaçavam funcionários responsáveis pela manutenção dos serviços
Operação da Polícia Civil de Pernambuco Foto: Divulgação/PCPE
A Polícia Civil de Pernambuco realizou na manhã da quarta-feira, 27 de maio, a 37ª Operação de Repressão Qualificada, denominada de “SINAPSE”, vinculada à Diretoria Integrada Especializada – DIRESP, sob a presidência do Delegado Vitor Freitas, Gestor do Departamento de Repressão ao Narcotráfico.
A investigação foi iniciada em maio de 2025, com o objetivo de identificar e desarticular Organização Criminosa voltada à prática de Tráfico de Drogas, Extorsão, Ameaça e Lavagem de Dinheiro. No dia de hoje, quinta-feira (28), foram cumpridos seis Mandados de Prisão e 14 Mandados de Busca e Apreensão Domiciliar expedidos pela 3ª Vara Criminal da Capital.
Ao todo cinco pessoas foram presas suspeitas de tentar impor o controle territorial em bairros do Recife pela exploração clandestina de serviços de internet e vigilância da comunidade.
O líder da organização criminosa e a companheira, suspeita de participação em crimes relacionados à lavagem de dinheiro, foram localizados em Lagoa do Carro, na Mata Sul, enquanto as demais prisões ocorreram no Recife. Um dos alvos já estava recolhido no sistema prisional.
Segundo o delegado Vitor Freitas, responsável pela investigação, o grupo criminoso vinha monopolizando o fornecimento ilegal de internet em comunidades da capital pernambucana.
“Eles são extremamente organizados e atuavam de forma remota em diversos bairros do Recife, praticando tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e ameaças. Além disso, exigiam que moradores contratassem exclusivamente o serviço de internet fornecido pelo próprio grupo criminoso”, informou o delegado.
Além disso, as investigações identificaram que integrantes da organização vandalizavam equipamentos de empresas legalizadas e ameaçavam funcionários responsáveis pela manutenção dos serviços para impedir a atuação regular das operadoras.
“Empresas legalizadas eram impedidas de atuar na região mediante ameaças praticadas por homens armados ligados ao grupo. Eles tentavam ocupar territorialmente essas áreas utilizando equipamentos próprios de internet e também câmeras de monitoramento clandestinas”, explicou Vitor Freitas.
O grupo instalava câmeras em vias públicas e, de acordo com a PCPE, os equipamentos tinham múltiplas funções criminosas, incluindo o monitoramento da população, o controle da atividade de tráfico de drogas e o acompanhamento das ações policiais nas comunidades.
“Com a deflagração da operação e o início da retirada desses equipamentos clandestinos, conseguimos promover uma reocupação do estado em territórios que estavam sendo alvo de tentativa de dominação por parte desse grupo criminoso”, afirmou o delegado.
Câmeras, celulares, documentos e outros materiais que irão subsidiar o aprofundamento das investigações foram apreendidos nesta quinta-feira (28).
Na execução estão sendo empregados 100 Policiais Civis, entre Delegados, Agentes e Escrivães. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco – DINTEL e pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro – LAB/LD, contando ainda com o apoio operacional do Comando de Operações e Recursos Especiais – CORE, da Polícia Militar – PMPE e da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – GISO/SEAP-PE.
Veja vídeo da ação:
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18:30, 12 Jul
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Os festejos contaram com atrações de destaque, como a cantora Irah Caldeira, trio pé de serra e muita música nordestina.
O investimento coloca a liderança pernambucana atrás apenas de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) no ranking nacional.
Com R$ 203,1 mil desembolsados, balanço aponta ex-prefeito do Recife como o segundo pré-candidato ao governo que mais gasta no Brasil, ficando atrás apenas de Tarcísio de Freitas.
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