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Pernambuco será estado piloto em projeto que emitirá título de eleitor para socioeducandos

Pelo segundo ano consecutivo, a Funase alcançou a marca de 100% dos jovens com RGs, zerando todas as pendências.

Everthon Santos

16 de maio de 2025 às 13:15   - Atualizado às 13:18

Socioeducando recebendo sua identidade.

Socioeducando recebendo sua identidade. Foto: Mirella Anastácio/Funase

Adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em Pernambuco estão entre os beneficiados da terceira edição do projeto nacional ‘Registre-se!’, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Realizada entre os dias 12 e 16 de maio, a ação tem como objetivo garantir o acesso à documentação básica, como certidões de nascimento e casamento, CPF e carteira de identidade, a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

No estado, já foram emitidos 115 documentos para adolescentes atendidos pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Deste total, são 40 certidões de nascimento, 19 carteiras de identidade (RGs) e 56 títulos de eleitor. A expectativa é que até a sexta-feira, último dia da ação, mais títulos sejam emitidos.

A mobilização envolveu o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a Receita Federal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE,  o Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) e a própria Funase, demonstrando a força da articulação local em torno da garantia de direitos fundamentais.

O empenho local, inclusive, levou o CNJ a escolher Pernambuco para ser piloto de uma nova frente do projeto: a emissão do título de eleitor para adolescentes privados de liberdade.

A proposta está sendo construída em parceria com o TRE-PE e poderá abrir caminho para uma política de alcance nacional, reforçando o direito ao voto desses jovens, mesmo durante o cumprimento de medida socioeducativa.

“A cada edição, buscamos aprimorar a principal finalidade do Registre-se, que é regularizar a documentação civil de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Mas, além da emissão da nova carteira de identidade, a união e o esforço entre o Judiciário, a Funase e diversos órgãos públicos de Pernambuco chamaram a atenção do CNJ e colocaram a Funase como piloto de uma nova etapa: garantir o título de eleitor desses adolescentes. É importante lembrar que esses jovens, mesmo privados de liberdade, não têm seus direitos políticos suspensos. Mais do que garantir um direito, estamos falando de cidadania, pertencimento e reconhecimento desses jovens”, afirmou a juíza Hélia Viegas Silva, assessora especial da Corregedoria do TJPE.

Para a juíza Laura Amélia Moreira Brennand Simões, coordenadora adjunta de políticas socioeducativas do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do TJPE, a ação representa uma conquista concreta.

“Essa é uma ação que garante cidadania para os adolescentes. Com a retirada da documentação civil, eles passam a ter acesso a direitos básicos. São documentos que abrem portas e que integram esses jovens à sociedade, mesmo diante das circunstâncias”, disse.

Em 2024, ano em que a Funase passou a integrar o projeto, 79 adolescentes foram atendidos, garantindo, pela primeira vez, que 100% dos socioeducandos tivessem acesso ao Registro Geral (RG). Neste ano, todas as pendências documentais foram novamente zeradas.

Segundo a presidente da Funase, Raissa Braga, o resultado reafirma o compromisso da instituição com a garantia do direito à documentação desde o ingresso dos adolescentes no sistema.

“A rotatividade nas unidades é alta, por isso mantemos um acompanhamento constante das pendências. A ideia é iniciar imediatamente a emissão de qualquer documento que esteja ausente. Atingir novamente esse índice de cobertura tem um peso simbólico e prático muito forte: é o primeiro passo para o exercício pleno da cidadania.”

Para o adolescente P.G.A.M., de 16 anos, com o título nas mãos, ele poderá contribuir com o futuro da sua cidade, do estado e até do Brasil.

“Agora que tenho título, posso ir votar e escolher o meu representante”, declarou.

A entrega dos documentos ocorreu nesta quarta (14), durante uma cerimônia simbólica na sede da Funase, com a presença da juíza assessora especial da Corregedoria do TJPE, Hélia Viegas; do juiz do Juizado da Fazenda Pública, Tito Lívio Monteiro; da juíza do Tribunal Regional Eleitoral, Sandra Beltrão; do diretor do Instituto de Identificação Tavares Buril, Mauro Cabral; da presidente da Funase, Raissa Braga; da representante do CNJ e do Programa Fazendo Justiça, Érica Araújo; e do gerente do Núcleo de Apoio às Políticas Socioeducativas do GMF-TJPE, Felipe Amorim, além de servidores do sistema socioeducativo estadual.

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