Parque Apipucos e Dona Lindu Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O recifense que busca os parques públicos para fugir dos custos dos centros de compras recebeu uma surpresa desagradável nesta quinta-feira (9 de abril de 2026). A entrada em vigor das novas tarifas de estacionamento nos parques Dona Lindu (Boa Viagem) e Apipucos (Zona Norte) revelou uma distorção preocupante: o valor da hora para estacionar em um espaço público agora é mais caro do que em shoppings de luxo da capital.
A gestão, agora sob responsabilidade da concessionária Viva Parques, estabeleceu uma taxa de R$ 12,00 que dá direito a apenas duas horas de permanência. Na ponta do lápis, o valor da hora no parque custa R$ 6,00, enquanto em shoppings como o Plaza e o Recife, o custo por hora (dentro do período de 4h) é de aproximadamente R$ 3,87.
A comparação detalhada, mostra que a estrutura da cobrança nos parques pune quem deseja passar mais tempo ao ar livre. Enquanto os shoppings oferecem uma janela de 4 horas pelo valor de R$ 15,50, o frequentador do parque que decidir ficar pelo mesmo período terá que desembolsar R$ 16,00 (R$ 12 da taxa inicial + R$ 4 de adicionais).
| Local | Valor Inicial | Tempo Incluso | Custo Real da Hora |
| Parque Dona Lindu/Apipucos | R$ 12,00 | 2 Horas | R$ 6,00 |
| Shopping Plaza / Recife | R$ 15,50 | 4 Horas | R$ 3,87 |
| Shopping Tacaruna | R$ 15,50 | Tarifa Única | Variável (Menor) |
A crítica que ecoa entre os usuários é que a medida cria uma "barreira invisível" de acesso. O Parque Dona Lindu, por exemplo, é um dos poucos espaços de lazer gratuito à beira-mar para famílias de diversas classes sociais. Com um custo inicial de R$ 12,00 por apenas 120 minutos, o valor torna-se proibitivo para quem utiliza o carro para levar crianças, idosos ou equipamentos de esporte.
Diferente dos shoppings, que oferecem ambiente climatizado, segurança privada interna e serviços diversos, os parques são áreas de fruição livre. Cobrar um valor "premium" por um serviço básico de estacionamento levanta questionamentos sobre a finalidade social das concessões públicas na cidade.
Se uma família decidir aproveitar o pôr do sol e as atividades culturais do parque por 4 horas, pagará R$ 0,50 a mais do que se estivesse em um shopping. Parece pouco, mas a lógica é invertida: o lucro da concessionária parece estar sendo priorizado sobre o incentivo ao uso do espaço público.
Para o cidadão, resta o dilema: o custo de respirar ar puro no Recife está se tornando um artigo de luxo, superando até mesmo o custo do lazer em ambientes privados e comerciais.
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