Trem. Imagem de tawatchai07 no Freepik
Em 2025, a Sudene e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) iniciaram estudos que avaliavam a volta do transporte ferroviário de passageiros entre Recife e Caruaru, além da criação de um ramal de cargas entre Petrolina e Salgueiro.
A parceria buscava explorar a malha ferroviária existente, analisar novas tecnologias de transporte e estudar impactos ambientais, sociais e econômicos.
O plano de passageiros pretendia oferecer uma alternativa mais sustentável ao transporte rodoviário, enquanto o ramal de cargas tinha foco no escoamento da produção do Vale do São Francisco, integrando-a à ferrovia Transnordestina e aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). A intenção era aumentar a competitividade regional e dinamizar a logística interestadual no Nordeste.
Na época, o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, destacou que o estudo buscava analisar diferentes cenários e possibilidades para o aproveitamento da malha ferroviária, incluindo questões de sustentabilidade e eficiência.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, ressaltou que iniciativas como essas tinham potencial estratégico para o desenvolvimento regional, conectando cadeias produtivas e fortalecendo a infraestrutura logística.
Além das ferrovias, a cooperação também abrangia outras frentes, como revitalização urbana, atividades comerciais e o fortalecimento da caprinocultura em Pernambuco.
Embora esses estudos tenham sido iniciados há algum tempo, eles levantam questões interessantes: como seria a volta do transporte ferroviário de passageiros no Nordeste.
A presença de uma linha férrea em um estado representa um grande avanço estratégico e econômico. Primeiramente, ela promove a mobilidade eficiente de pessoas e mercadorias, permitindo que produtos agrícolas, industriais e minerais sejam transportados de forma rápida e econômica entre cidades e regiões. Isso reduz custos logísticos e aumenta a competitividade das empresas locais.
Além disso, a ferrovia contribui para o desenvolvimento regional, integrando áreas mais distantes aos grandes centros urbanos e facilitando o acesso a empregos, educação e serviços de saúde. Para os setores produtivos, como agricultura e mineração, a ferrovia é vital, pois permite o escoamento de grandes volumes de carga com menor impacto ambiental em comparação ao transporte rodoviário.
Outro ponto positivo é o fortalecimento da economia local. Com o transporte ferroviário, novos negócios surgem ao longo do trajeto, criando empregos diretos e indiretos, além de estimular a construção de infraestrutura complementar, como estações e terminais logísticos.
Por fim, a ferrovia também tem benefícios ambientais significativos. Ela é uma alternativa mais sustentável, reduzindo a emissão de poluentes e o consumo de combustíveis fósseis quando comparada ao transporte por caminhões.
Em resumo, para um estado, a implantação de uma linha férrea representa não apenas desenvolvimento econômico e integração territorial, mas também sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida da população. É um investimento de longo prazo que gera impactos positivos em múltiplas dimensões.
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Após a agenda, a governadora destacou que o investimento reforça o desenvolvimento econômico de Pernambuco, impulsionando a inovação e gerando empregos.
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) ameaçou paralisar as atividades durante a passagem do bloco, mas decidiram em Assembleia manter os serviços.
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