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Força Tarefa oferta curso para capacitar população em casos de desastres naturais em Pernambuco

Segundo o grupo, cerca de 70% das pessoas que chegam primeiro a casos de deslizamento, desmoronamento, enchentes ou áreas alagadas, são moradores locais.

Ricardo Lélis

26 de março de 2025 às 17:22   - Atualizado às 17:24

Força-tarefa oferta capacitação para casos de desastres naturais.

Força-tarefa oferta capacitação para casos de desastres naturais. Fotos: Divulgação

A Força Tarefa CODAR (Curso de Operações em Desastres em Áreas Remotas) foi criada após as fortes chuvas que atingiram Pernambuco em 2022, que vitimaram 132 pessoas, sendo 13 delas crianças.

O objetivo dessa iniciativa é capacitar a população, comunidades, bombeiros civis, agentes de defesa civil, prefeituras e outros atores envolvidos no entendimento de como prevenir e resgatar vidas em situações de emergência.  

Segundo o grupo, cerca de 70% das pessoas que chegam primeiro a um desastre, seja ele deslizamento, desmoronamento, enchentes ou áreas alagadas, são a população local. 

Portanto, a capacitação tem como finalidade promover utilidade pública, preparando cada vez mais cidadãos pernambucanos para estarem prontos diante de eventuais catástrofes naturais, prevenindo e minimizando mortes recorrentes.  

Além disso, a Força-Tarefa visa fortalecer a resiliência das comunidades, ensinando técnicas de primeiros socorros, gestão de crises e logística em áreas de difícil acesso, garantindo uma resposta mais eficiente e organizada em momentos críticos.

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Segundo o idealizador do projeto, Liandro Altavoz, os cursos são ministrados uma vez por ano, mas por causa da alta demanda, outros encontros serão realizados em 2025, como em Camaragibe e Caruaru.

Para solicitar a formação, é necessário entrar em contato com Liandro em sua rede social.

Cidades vulneráveis

Três em cada quatro municípios pernambucanos estão nos estágios iniciais na prevenção a desastres naturais.

Os dados são de um levantamento do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), a partir de um questionário enviado aos 184 municípios e ao distrito de Fernando de Noronha nos meses de maio e julho de 2024.

O estudo avaliou como os municípios pernambucanos estão em relação a 20 quesitos. Por exemplo, se têm Plano de Contingência, se já mapearam as áreas de risco, se têm dotação orçamentária para defesa civil, ou se têm programas de habitação para reassentamento de populações atingidas. 

Foram 140 municípios que atenderam a menos de dez quesitos, e ficaram com as classificações “inicial” (68) e “intermediária inicial” (72), ou seja, têm menor capacidade de resposta em caso de um desastre natural. 

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