16 de dezembro de 2023 às 11:00
A cidade do Paulista, no Grande Recife, foi a escolhida pela Secretaria de Defesa Social (SDS) para receber o projeto-piloto da implantação de câmeras corporais, ou bodycams, como são popularmente conhecidas, nos uniformes dos policiais militares.
Inicialmente 187 câmeras individuais foram instaladas pela empresa contratada para o fornecimento dos equipamentos, mas de momento apenas 57 delas são usadas, devido a questões técnicas relativas à estação de armazenamento das imagens, que já estão sendo solucionados.
Os equipamentos foram comprados em janeiro e a previsão inicial era de que começassem a ser usadas em abril, mas só em 1º setembro deste ano que os PMs do 17º Batalhão as tiveram incorporadas às suas rotinas.
As câmeras são fixadas juntamente ao peito dos agentes, para permitir um ângulo de captação de imagens numa altura adequada. Nessa posição, é possível registrar a maior parte do corpo das pessoas com as quais os policiais interagem. Esses equipamentos captam imagem e som, e gravam ininterruptamente.
Em julho, o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança (Neps) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o professor e pesquisador José Luiz Ratton, disse que é um "jogo de ganha-ganha".
Policiais militares do 17º Batalhão, com atuação em Paulista e Abreu e Lima, compareceram ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na terça-feira, 5 de dezembro, para esclarecer a membros ministeriais sobre o andamento da utilização de bodycams (câmeras fixadas no uniforme) após três meses de implantação.
Assim, o Major José Evandro Barros, o Tenente Reginaldo Medeiros e o Soldado Gustavo Damasceno Silva realizaram breve apresentação sobre o projeto, demonstraram como as câmeras funcionam, discorreram sobre a adaptação ao cotidiano de trabalho do batalhão, os procedimentos de uso, proteção e armazenamento das imagens, hipóteses e fluxo para solicitação e disponibilização dos vídeos, entre outros procedimentos, diante da Coordenadora de Sede de Paulista, Promotora de Justiça Camila Mendes; da Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial, Promotora de Justiça Helena Martins; da Promotora de Justiça Alice Morais, que faz parte do Grupo de Atuação Conjunta Especializada (GACE) de Prevenção e Controle Externo; e dos Promotores de Justiça que atuam em Paulista Camila Amaral, Ademilton Leitão, Liana Menezes Santos e Julieta Oliveira.
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Após a agenda, a governadora destacou que o investimento reforça o desenvolvimento econômico de Pernambuco, impulsionando a inovação e gerando empregos.
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) ameaçou paralisar as atividades durante a passagem do bloco, mas decidiram em Assembleia manter os serviços.
Para o vice-prefeito de Paulista, o momento simboliza mais do que uma agenda institucional.
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