Durante a abertura, Jô Cavalcanti criticou a gestão local: "A água é vida, saúde e dignidade. No Recife, ela ainda é tratada como mercadoria e privilégio".
Câmara do Recife debate acesso à água potável em reunião pública Foto: Câmara do Recife
O acesso à água potável, direito humano fundamental, continua sendo um desafio no Recife, especialmente para a população em situação de rua e moradores de áreas periféricas. Na tarde desta quinta-feira (13), a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) promoveu uma reunião pública na Câmara do Recife para discutir políticas de água potável e saneamento básico no município, reunindo representantes de organizações sociais, movimentos populares e da Prefeitura do Recife.
Durante a abertura, Jô Cavalcanti criticou a gestão local: “A água é vida, saúde e dignidade. No Recife, ela ainda é tratada como mercadoria e privilégio, sobretudo para quem vive na periferia ou nas ruas. A empresa pública responsável não consegue garantir abastecimento adequado e ainda passa por processo de privatização, o que pode agravar a situação”, afirmou.
O debate contou com a participação da Irmã Priscila, da Casa de Lourença, que destacou a precariedade enfrentada pela população em situação de rua: “Distribuímos cerca de 20 litros de água por dia para essas pessoas. No semestre, cerca de 1.600 passaram pelo espaço para beber ou tomar banho. A crise climática torna essa questão ainda mais urgente”, afirmou.
Jailson Santos, do Movimento Nacional da População de Rua, reforçou que a falta de bebedouros públicos e banheiros acessíveis evidencia a ausência de políticas efetivas: “Não temos acesso direto à água para consumo ou higiene pessoal. Quando existem banheiros, são apenas em locais pontuais, insuficientes para atender a demanda”.
Felipe França, coordenador estadual do MTST, destacou que, apesar do Recife ser cortado por rios, o debate sobre água ainda não é prioridade. “A falta de políticas estruturadas para água potável e infraestrutura adequada impacta principalmente a periferia e a população de rua. É preciso pensar em soluções integradas, incluindo lavanderias e pontos de hidratação públicos”, disse.
O secretário-executivo da Secretaria Municipal de Assistência Social e Combate à Fome, Joelson Rodrigues, afirmou que a rede socioassistencial disponibiliza água em suas unidades, mas admitiu que a instalação de bebedouros públicos depende de outros setores da gestão municipal.
Ao final, Jô Cavalcanti anunciou encaminhamentos: novos requerimentos serão enviados à Prefeitura do Recife para a instalação de “ilhas de hidratação” e bebedouros em locais estratégicos, garantindo acesso à água a quem mais precisa.
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A iniciativa surge em um momento em que os estoques de sangue costumam diminuir, enquanto a demanda hospitalar continua elevada.
O estudo busca medir a percepção da população sobre a atuação das administrações municipais, com base em critérios definidos pela própria instituição responsável pela pesquisa.
Os índices elevados podem provocar aumento no nível de rios e canais, além de alagamentos em áreas mais vulneráveis.
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