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Câmara do Recife debate acesso à água potável e critica falta de políticas públicas no Recife

Durante a abertura, Jô Cavalcanti criticou a gestão local: "A água é vida, saúde e dignidade. No Recife, ela ainda é tratada como mercadoria e privilégio".

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13 de novembro de 2025 às 19:10   - Atualizado às 19:18

Câmara do Recife debate acesso à água potável em reunião pública

Câmara do Recife debate acesso à água potável em reunião pública Foto: Câmara do Recife

O acesso à água potável, direito humano fundamental, continua sendo um desafio no Recife, especialmente para a população em situação de rua e moradores de áreas periféricas. Na tarde desta quinta-feira (13), a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) promoveu uma reunião pública na Câmara do Recife para discutir políticas de água potável e saneamento básico no município, reunindo representantes de organizações sociais, movimentos populares e da Prefeitura do Recife.

Durante a abertura, Jô Cavalcanti criticou a gestão local: “A água é vida, saúde e dignidade. No Recife, ela ainda é tratada como mercadoria e privilégio, sobretudo para quem vive na periferia ou nas ruas. A empresa pública responsável não consegue garantir abastecimento adequado e ainda passa por processo de privatização, o que pode agravar a situação”, afirmou.

O debate contou com a participação da Irmã Priscila, da Casa de Lourença, que destacou a precariedade enfrentada pela população em situação de rua: “Distribuímos cerca de 20 litros de água por dia para essas pessoas. No semestre, cerca de 1.600 passaram pelo espaço para beber ou tomar banho. A crise climática torna essa questão ainda mais urgente”, afirmou.

Jailson Santos, do Movimento Nacional da População de Rua, reforçou que a falta de bebedouros públicos e banheiros acessíveis evidencia a ausência de políticas efetivas: “Não temos acesso direto à água para consumo ou higiene pessoal. Quando existem banheiros, são apenas em locais pontuais, insuficientes para atender a demanda”.

Felipe França, coordenador estadual do MTST, destacou que, apesar do Recife ser cortado por rios, o debate sobre água ainda não é prioridade. “A falta de políticas estruturadas para água potável e infraestrutura adequada impacta principalmente a periferia e a população de rua. É preciso pensar em soluções integradas, incluindo lavanderias e pontos de hidratação públicos”, disse.

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O secretário-executivo da Secretaria Municipal de Assistência Social e Combate à Fome, Joelson Rodrigues, afirmou que a rede socioassistencial disponibiliza água em suas unidades, mas admitiu que a instalação de bebedouros públicos depende de outros setores da gestão municipal.

Ao final, Jô Cavalcanti anunciou encaminhamentos: novos requerimentos serão enviados à Prefeitura do Recife para a instalação de “ilhas de hidratação” e bebedouros em locais estratégicos, garantindo acesso à água a quem mais precisa.

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