Monumento em homenagem à militante paraguaia foi coberta por tinta branca. A Emlurb informou que enviará equipe para avaliar os danos.
06 de novembro de 2026 às 16:42 - Atualizado às 17:21
Busto de Soledad Barrett é vandalizado na Rua da Aurora, no Recife. Foto: Weslly Gomes/Diário de Pernambuco
O busto de Soledad Barrett Viedma, militante paraguaia assassinada durante a ditadura militar brasileira, foi alvo de vandalismo na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. A escultura foi parcialmente coberta por tinta branca, principalmente nas regiões do rosto e dos cabelos. A placa de identificação do monumento também apresenta sinais de depredação.
Inaugurado pela Prefeitura do Recife em fevereiro de 2025, o monumento está localizado ao lado do Tortura Nunca Mais, obra dedicada às vítimas da repressão política durante o regime militar. Até o momento, não há informações sobre a autoria do ato. A Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) informou que encaminhará uma equipe ao local para avaliar os danos e programar os serviços necessários à recuperação da escultura.
Segundo a autarquia, o busto já passou por duas intervenções em 2026. Em janeiro, foi realizada uma limpeza geral. Posteriormente, em agosto, equipes removeram pichações e reinstalaram a placa de identificação, que havia sido furtada e depois recuperada.
A Emlurb também informou que a Prefeitura do Recife gasta aproximadamente R$ 2,4 milhões por ano com a recuperação de monumentos, pontes e outros equipamentos públicos atingidos por pichações e atos de vandalismo.
Nascida no Paraguai, Soledad Barrett Viedma tornou-se símbolo da resistência à ditadura militar e da defesa dos direitos humanos. Neta do escritor espanhol Rafael Barrett, conhecido por denunciar as condições de exploração dos trabalhadores paraguaios, ela teve contato desde cedo com a perseguição política.
Aos três meses de idade, deixou o Paraguai com os pais, que buscaram exílio na Argentina. Filha de militantes políticos, Soledad se aproximou ainda jovem dos movimentos estudantis e, posteriormente, mudou-se com a família para o Uruguai.
No país, foi sequestrada por integrantes de um grupo neonazista. Durante o episódio, sofreu violência após se recusar a pronunciar a frase “Viva Hitler”, tendo uma suástica marcada nas coxas.
Anos depois, chegou ao Brasil e ingressou na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização que atuava contra o regime militar. Enviada ao Recife, passou a integrar a resistência política na capital pernambucana.
A homenagem instalada na Rua da Aurora reconhece a trajetória de Soledad e sua atuação na luta contra a ditadura. O monumento integra um espaço de memória dedicado às vítimas da repressão política no Brasil.
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As futuras convocações, nomeações e posses deverão seguir a ordem de classificação dos candidatos, respeitando o prazo de validade do concurso e as demais regras do edital.
De acordo com a Polícia Civil, uma das vítimas chegou a entregar R$ 20 mil em espécie, além de realizar pagamentos mensais, para impedir a divulgação de informações a seu respeito.
As alterações fazem parte de um processo de reorganização administrativa que deverá continuar nos próximos dias, com novas mudanças previstas para outras secretarias e cargos da estrutura da Prefeitura.
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