Uma pergunta inevitável começa a circular entre apostadores e curiosos: afinal, o que é mais provável, acertar as seis dezenas da Mega da Virada ou ganhar no tradicional jogo do bicho?
Mega da Virada ou jogo do bicho: onde estão as maiores chances de levar uma bolada para casa? Fotos: Divulgação
Com o sorteio da Mega da Virada marcado para o dia 31 de dezembro e um prêmio estimado em R$ 1 bilhão, o maior da história das loterias no Brasil, uma pergunta inevitável começa a circular entre apostadores e curiosos: afinal, o que é mais provável, acertar as seis dezenas da Mega da Virada ou ganhar no tradicional jogo do bicho?
Os números ajudam a responder essa dúvida e revelam uma realidade que costuma surpreender.
Segundo a Caixa Econômica Federal, a chance de acertar todos os seis números em uma aposta simples da Mega-Sena, com seis dezenas marcadas, é de 1 em mais de 50 milhões.
Em termos práticos, isso significa que um apostador teria de fazer milhões de jogos diferentes para ter uma chance matemática razoável de levar o prêmio máximo, algo inviável para a maioria das pessoas.
A Mega da Virada, apesar do prêmio bilionário e do apelo popular, segue exatamente essa lógica estatística. A diferença é que, nesse concurso especial, o prêmio não acumula: se ninguém acertar as seis dezenas, o valor é redistribuído entre os acertadores da quina (cinco números) e da quadra (quatro números). Ainda assim, o sonho principal continua sendo acertar o jogo “perfeito”, algo extremamente improvável.
Para efeito de comparação, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a chance de uma pessoa ser atingida por um raio no Brasil é de cerca de 1 em 1 milhão.
Ou seja, estatisticamente, um brasileiro tem aproximadamente 50 vezes mais chances de ser atingido por um raio do que de ganhar sozinho o prêmio máximo da Mega da Virada.
Embora seja considerado contravenção, o jogo do bicho é amplamente conhecido e ainda muito popular em diversas regiões do país. Diferente da Mega-Sena, ele possui modalidades com probabilidades significativamente maiores de acerto. Em apostas simples, como o “terno” ou o “grupo”, as chances podem variar de 1 em 25 a cerca de 1 em 100, dependendo da forma de jogo.
Isso não significa, porém, que o jogo do bicho seja “mais vantajoso” de forma geral. Os prêmios são muito menores quando comparados à Mega da Virada, e o apostador não conta com garantias legais, fiscalização ou regras oficiais. Além disso, por ser uma atividade ilegal, não há proteção ao jogador em caso de fraude ou não pagamento.
Na Mega da Virada, apesar das chances mínimas, o apostador concorre a um prêmio bilionário com regras claras, sorteio público, fiscalização e pagamento garantido.
É justamente essa combinação, chance quase inexistente, mas recompensa gigantesca, que alimenta o fascínio pelo sorteio de fim de ano.
Há formas de aumentar as probabilidades na Mega? Sim, mas com custo elevado. Marcar mais números no volante aumenta as chances de acerto, mas também encarece rapidamente a aposta.
Um jogo com sete dezenas custa R$ 42; com dez números, R$ 1.260; e, no limite máximo de 20 dezenas, o valor chega a R$ 232.560. Mesmo assim, não há garantia de vitória.
Outra alternativa bastante comum é o bolão, em que grupos dividem o custo das apostas e, consequentemente, o prêmio. A chance de ganhar aumenta, mas o valor recebido individualmente diminui.
No fim das contas, a resposta à pergunta é objetiva do ponto de vista estatístico: ganhar no jogo do bicho é muito mais provável do que acertar as seis dezenas da Mega da Virada. No entanto, quando se trata de valor do prêmio, a Mega da Virada segue imbatível.
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