Antônio Lopes Severo, de 42 anos, foi retirado do veículo policial e agredido pela população. "Frajola", como era conhecido, era suspeito de matar um menino de 2 anos.
Presidente da ACS-PE, Luiz Torres. Foto: Divulgação
A Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados PM e BM (ACS/PE) veio a público na última quarta-feira, 19 de fevereiro, para manifestar apoio aos policiais militares envolvidos na ocorrência registrada em Tabira, no Sertão de Pernambuco, na terça-feira (18). Durante a ação, um suspeito identificado como Antônio Lopes Severo, de 42 anos, foi retirado de uma viatura policial e agredido pela população.
A ACS/PE afirmou que os policiais militares atuaram dentro dos limites da lei, buscando garantir a ordem pública em um cenário de tensão e risco. Segundo a entidade, a situação exigiu decisões rápidas para evitar mais violência e proteger a integridade de todos os envolvidos.
A associação também reconheceu a complexidade enfrentada pelos profissionais de segurança pública, especialmente em momentos de conflito com multidões descontroladas.
A ACS/PE lamentou profundamente a morte do suspeito, mas reforçou que o julgamento de qualquer indivíduo deve ser feito pelo Poder Judiciário, não pela população.
A entidade se solidarizou com os policiais que atuaram na ocorrência e reafirmou apoio irrestrito aos profissionais que exercem suas funções com responsabilidade e compromisso com a segurança pública.
Na quarta-feira, 19 de fevereiro, o juiz João Paulo dos Santos Lima, da Vara Única de Tabira, determina que as corregedorias da Polícia Militar e Civil de Pernambuco investigue a conduta dos agentes. A decisão da justiça, está relacionada à prisão do casal suspeito de matar o menino Arthur Ramos Nascimento, de 2 anos, em Tabira, no Sertão de Pernambuco.
A população arrancou Antonio Lopes Severo, conhecido como "Frajola" da viatura e linchou até a morte. Segundo a justiça, os órgãos tem que investigar alegações de violência e omissão policial.
Ao Contrário de Giselda da Silva Andrade, que estava junto com ele e também é suspeita do caso, ela conseguiu escapar do linchamento. No entanto, apresenta marcas de ferimento na nuca e no peito.
De acordo com o site Diário de Pernambuco, o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) informa que a Giselda tem um machucado roxo na região torácica, com presença de cinco estrias paralelas. Isso é semelhante a lesões que ocorrem em casos de tapa. Ainda mais o lauda destaca que ela apresenta um pequeno ferimento no couro cabeludo.
“Diante da alegação de violência policial praticada pelos agentes do Estado contra a custodiada, o fato deve ser rigorosamente apurado pelas instâncias correcionais. Observado o devido processo legal e seus consectários”, determina o juiz João Paulo.
Na decisão da Justiça, também registra que os policiais do 23° Batalhão da Polícia Militar, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) e da Polícia Civil cumpriram o mandado de prisão do casal. No entanto, as autoridades investigarão todos envolvidos.
“Comunique-se às corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil para regular apuração das alegações de violência policial. E eventuais condutas omissivas no tocante à custódia da presa e do custodiado falecido em decorrência de linchamento público”, destaca o juiz na decisão.
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