O ex-presidente chegou à capital pernambucana na manhã de hoje e percorre o estado com diversas agendas.
24 de fevereiro de 2025 às 08:09 - Atualizado às 09:18
Vídeo mostra o protesto do MTST. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
Na manhã desta segunda-feira, 24 de fevereiro, através de vídeo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) divulgou imagens de um protesto realizado pedindo a prisão do ex-presidente, próximo ao Aeroporto Internacional do Recife, na Zona Sul da cidade.
Entretanto, o ex-presidente chegou à capital pernambucana na manhã desta segunda-feira e percorre o estado com diversas agendas. Antecipadamente, o grupo se posicionou horas antes da chegada de Bolsonaro.
Sobretudo, por meio de vídeos, o movimento divulgou imagens que mostravam a manifestação contra a presença do ex-chefe do executivo no Recife.
A visita ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, e pode ser marcada por discursos sobre a acusação, além de críticas ao governo Lula.
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, detalhou a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais 33 acusados na denúncia do inquérito do golpe enviada na terça-feira, 18 de fevereiro, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme o documento, Gonet afirma que o grupo criminoso agiu com violência e grave ameaça para impedir o funcionamento dos Poderes da República. Com isso, vídeos da delação mostrava que o plano era para tentar parar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entretanto, com a acusação, Bolsonaro recebeu apoio de aliados, assessores e generais para implementar o plano criminoso. Além disso, ele contou com estratégias conjuntas que facilitaram a execução de suas ações.
Assim, a colaboração entre essas figuras foi fundamental para a articulação e o desenrolar do plano.
Segundo a PGR, ele teria ocorrido por meio de divulgação de desinformação contra urnas eletrônicas, afronta às decisões do Supremo e incentivo ao plano golpista, entre outras acusações.
A princípio, a Primeira Turma do Supremo julgará a denúncia. Desde já, esse colegiado é composto pelo relator Alexandre de Moraes e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Com isso, se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.
Sobretudo, conforme o documento, o regimento interno da Corte estabelece que as duas turmas do Tribunal são responsáveis por julgar ações penais. Assim, como o relator integra a Primeira Turma, a acusação será analisada e decidida pelo colegiado.
De antemão, a data do julgamento ainda não foi definida. A cima de tudo, considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.
Mas, além de Bolsonaro, 33 pessoas foram citadas na denúncia; confira os nomes dos envolvidos. Antes de mais nada, Bolsonaro é o mais afetado nas acusações.
Além disso, O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que o general da reserva Mário Fernandes, estava entre os que mais pressionavam o ex-presidente Jair Bolsonaro a tomar alguma medida. O pedido do militar atentava contra a democracia.
A solicitação do general foi no fim das eleições de 2022 até a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. Os detalhes constam um plano de ruptura institucional movido pelo ex-presidente e aliados.
No entanto, a delação de Cid, que trabalhou ao lado de Bolsonaro durante todo mandato presidencial, serviu de base para a denúncia apresentada na terça-feira (18).
Apesar disso, o procurador-geral da Republica, Paulo Gonet, acusou o ex-presidente e o próprio Cid, além de outras 32 pessoas, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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