Desde 2022, a polícia realizou ao menos sete operações que atingiram alguns partidos.
17 de fevereiro de 2025 às 09:16 - Atualizado às 10:16
Operações da PF. Foto:Reprodução/PF
O aumento no volume de emendas parlamentares nos últimos anos, além de criar uma tensão entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, colocou políticos de diversos partidos na mira de algumas operações da Polícia Federal.
Desde 2020, quando o Congresso passou a ter uma maior fatia de dinheiro à disposição de emendas, o valor desse tipo de gasto alcançou cerca de R$ 150 bilhões número muito maior que os cerca de R$ 30 bilhões utilizados entre 2015 e 2019.
Somente em emenda do relator, segundo dados do governo federal, foram gastos cerca de R$ 36 bilhões. Esse tipo de emenda está no centro da tensão com o STF devido à falta de transparência.
Com o aumento dos valores desse tipo destinados a estados e municípios, também cresceu a quantidade de operações da PF sobre o tema.
Desde 2022, a PF realizou ao menos sete operações cujos desdobramentos tornados públicos até o momento já atingiram políticos do PL, União Brasil, PDT e PSB.
O número não leva em conta investigações conduzidas na primeira instância e que, até o momento, não se tem notícia sobre envolvimento de pessoas com foro privilegiado.
Nesse cenário, o número de siglas com integrantes na mira da PF pode ser ainda maior, dado o número de casos ainda sob sigilo que tramitam no Supremo Tribunal Federal que devem render operações da PF no futuro próximo.
Na última semana, foi a vez de o PDT ter um deputado citado em investigação da PF relacionada a desvios em emendas.
No topo da lista de alvos, no entanto, está o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro. O motivo são as várias operações sobre emendas que tiveram como alvo o deputado Josimar Maranhãozinho. Bolsonaro chegou a defender a expulsão do parlamentar do partido.
A princípio, Maranhãozinho foi alvo das operações Odoacro, Descalabro, Engrenagem e Emendário. As investigações miram, em sua maioria, emendas que custearam obras da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Ou seja, convênios do Ministério da Agricultura e destinadas para a área de Saúde.
A Operação Emendário resultou em denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Maranhãozinho e os deputados Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE).
Segundo a Procuradoria, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares, com o apoio de outras pessoas, solicitaram recursos. O pedido foi feito ao prefeito Eudes Sampaio Nunes, de São José do Ribamar (MA), para liberação de recursos federais.
Sendo assim, a PGR afirma que solicitaram R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas.
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