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Médico revela quais remédios que deixaram Bolsonaro "alucinado e desorientado"; confira

O ex-presidente está preso preventivamente por tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.

Redação

24 de novembro de 2025 às 15:14   - Atualizado às 15:16

Ex presidente Jair Bolsonaro.

Ex presidente Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR

Jair Bolsonaro recebeu a visita de seus médicos pessoais na Superintendência da Polícia Federal em Brasília no domingo, 23 de novembro. O ex-presidente está preso preventivamente desde sábado (22) e passou por uma avaliação clínica que resultou em um relatório anexado à Ação Penal 2668. O documento integra a resposta da defesa ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que havia solicitado explicações sobre a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.

Os médicos Cláudio Birolini, cirurgião geral, e Leandro Echenique, cardiologista, relataram que Bolsonaro apresentou um quadro de confusão mental na noite de sexta-feira (21). Eles escreveram que o ex-presidente descreveu alucinações e desorientação, possivelmente relacionadas ao uso de Pregabalina, medicamento receitado por outra profissional de saúde poucos dias antes. A equipe informou que desconhecia essa prescrição e que o remédio interage com outras substâncias que Bolsonaro já utilizava de forma contínua.

Birolini e Echenique afirmaram que a Pregabalina pode causar alterações do estado mental, como desorientação, distúrbios cognitivos e alucinações. O remédio também interfere no efeito de outras duas substâncias que Bolsonaro usa para crises de soluço: Clorpromazina e Gabapentina. Diante dos sintomas relatados, a equipe médica decidiu suspender imediatamente o uso da Pregabalina e restabelecer o tratamento anterior. Os médicos garantiram que seguirão acompanhando o quadro clínico do ex-presidente durante o período de custódia.

Outro documento incluído no processo mostrou que a médica Marina Grazziotin Pasolini havia orientado o uso diário da Pregabalina desde 17 de novembro. Esse registro reforçou a versão de que Bolsonaro começou a sentir alterações poucos dias após iniciar a medicação.

A versão descrita pelos médicos ganhou ainda mais atenção porque Bolsonaro reconheceu, durante a audiência de custódia, que tentou violar a tornozeleira eletrônica enquanto enfrentava um surto. Segundo a ata do procedimento, ele contou que desenvolveu uma “certa paranoia” entre sexta e sábado. Bolsonaro afirmou que acreditou que havia uma escuta dentro do equipamento e decidiu abrir a tampa utilizando um ferro de solda que tinha em casa.

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