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Governo do Rio de Janeiro confirma 119 mortes em megaoperação; Defensoria Pública fala em 132

Durante a operação, as forças de segurança apreenderam 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos.

Gabriel Alves

29 de outubro de 2025 às 13:56   - Atualizado às 14:18

Moradores enfileirando corpos no Rio.

Moradores enfileirando corpos no Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Felipe Curi, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), atualizou o número de mortos nesta quarta-feira, 29 de outubro, após a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão. De acordo com o delegado, 119 pessoas morreram, sendo quatro policiais e 115 suspeitos. A ação também resultou em 113 prisões e na apreensão de 10 adolescentes.

Durante a operação, as forças de segurança apreenderam 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos. Curi informou que os 115 mortos foram classificados como “opositores”, em referência a tentativas de homicídio contra os agentes.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, explicou que uma das estratégias adotadas foi a criação de um “muro do Bope”, referência à atuação do Batalhão de Operações Especiais na área de mata da Serra da Misericórdia, localizada entre os dois complexos. Segundo ele, o objetivo era conter o avanço dos suspeitos e evitar confrontos em áreas habitadas.

“Incluímos a incursão de tropas do Bope para a parte mais alta da mata da Misericórdia, criando um muro do Bope, fazendo com que os marginais fossem empurrados para a área mais alta. Nosso objetivo principal era proteger as pessoas de bem da comunidade”, afirmou Menezes.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, declarou que a estratégia de deslocar os confrontos para a área de mata visava preservar vidas inocentes, mas admitiu que a alta letalidade era “previsível, embora não desejada”.

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“Optamos por deslocar o contato com os criminosos para a área de mata, onde eles se escondem e atacam os policiais. Tivemos um dano colateral pequeno: quatro pessoas inocentes feridas, sem gravidade”, disse o secretário.

A Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do Brasil, segundo levantamento preliminar das forças de segurança.

Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro confirmou, na manhã desta quarta-feira, 29 de outubro, 132 mortos resultantes da megaoperação realizada nos complexos da Penha e Alemão na terça (28). Moradores das regiões, ambas localizadas na Zona Norte, empilham os corpos que estão sendo encontrados, nas ruas, com o intuito de contabilizar o número de óbitos.

Na terça-feira (28), o Governo Estadual havia informado que 64 pessoas morreram durante a Operação Contenção, deflagrada contra lideranças do Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais.

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