Alguns grupos sociais, mobilizados pela vereadora Eugênia Lima (PT), realizaram manifestações dentro e fora da Câmara, na tentativa de impedir a concessão do título.
Vereador Alessandro Sarmento, autor da proposta que concede o Título de Cidadão Olindense ao ex-presidente Bolsonaro Foto: Arte/Portal de Prefeitura
A Câmara de Vereadores de Olinda aprovou, nesta terça-feira, 8 de abril, a concessão do título de cidadão olindense para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A homenagem, proposta pelo vereador Alessandro Sarmento (PL), foi aprovada - em meio a protestos -, por 14 votos a favor e apenas um contrário.
Alguns grupos sociais, mobilizados pela vereadora Eugênia Lima (PT), realizaram um protesto dentro e fora da Câmara, na tentativa de impedir a concessão do título. No entanto, o grupo não conseguiu sucesso e agora o líder da direita brasileira deve receber a honraria em Olinda.
O decreto legislativo que propôs o título de cidadão olindense para Jair Bolsonaro se resume a três linhas. Alessandro Sarmento, responsável pela proposta - agora aprovada -, não apresentou os trabalhos prestados pelo ex-presidente da República à cidade ou qualquer outra justificativa para a concessão do título.
Votaram a favor do texto os vereadores:
– Alessandro Sarmento (PL);
– Denise Almeida (PSD);
– Felipe Nascimento (PSD);
– Milcon Rangel (MDB);
– Mizael Prestanista (PSD);
– Jadilson Bombeiro (PL);
– Jesuíno Araújo (PSD);
– Iran Barbosa (DC);
– Simplício (PV);
– Professor Marcelo (PSD);
– Márcio Barbosa (Avante);
– Sardinha (Agir);
– Ricardo Sousa (Avante);
– Saulo Holanda (MDB).
Os vereadores Vladimir Labanca (PV) e Biai (Avante) não estavam presentes na votação. A vereadora Eugênia Lima foi a única que votou contra a honraria.
Um bate-boca entre o presidente da Câmara, Saulo Holanda (MDB) e a vereadora petista foi registrado. O emedebista impediu que Eugênia justificasse o seu voto e foi chamado de fascista pelos manifestantes.
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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