Zelensky apertando a mão de Trump. Foto: Reprodução/X/Volodomyr Zelensky
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta terça-feira, 4 de março, que está pronto para assinar o acordo de paz proposto pelo presidente dos EUA Donald Trump.
A medida se dá após os americanos suspenderem a ajuda militar ao país europeu, que está em guerra contra a Rússia desde 2022.
"Estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do presidente Trump para obter uma paz duradoura", escreveu Zelensky na rede social X. "Nenhum de nós quer uma guerra sem fim. A Ucrânia está pronta para sentar à mesa de negociações o mais rápido possível e trazer uma paz duradoura. Ninguém deseja a paz mais do que os ucranianos.", concluiu.
O líder ucraniano também lamentou o bate-boca ocorrido na última sexta-feira (28) durante encontro com Trump na Casa Branca.
"Nossa reunião em Washington, na Casa Branca, na sexta-feira, não foi como deveria ter sido. É lamentável que tenha acontecido dessa forma. É hora de consertar as coisas. Gostaríamos que a cooperação e a comunicação futuras fossem construtivas", postou o presidente ucraniano.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, optou na segunda-feira (3), por pausar toda a ajuda militar à Ucrânia.
Um funcionário da Casa Branca afirmou à Associated Press que a pausa na ajuda deve continuar até que Zelenski esteja disposto a negociar um acordo de paz com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Segundo o funcionário, trata-se de uma "revisão" para entender se a ajuda a Kiev estava "contribuindo para que a solução seja encontrada".
De acordo com informações da Agência Bloomberg, todo o equipamento militar dos EUA que estiver a caminho de Kiev não seria entregue aos ucranianos, incluindo armas em trânsito.
Segundo informações do jornal Washington Post, a decisão foi tomada em uma reunião na Casa Branca na segunda(3)
O encontro incluiu o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Defesa Pete Hegseth, a diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard e o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
A medida segue uma ordem dada na semana passada por Hegseth para que o Comando Cibernético dos EUA suspendesse as operações ofensivas de informação e cibernética contra a Rússia enquanto as negociações para encerrar a guerra estiverem em andamento.
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