Nicolás Maduro classifica como "cerco" e "ameaça" envio de navios de guerra dos Estados Unidos ao Caribe Créditos: Divulgação/Prensa Presidencial
A Venezuela deu início a grandes exercícios militares nesta quarta-feira na ilha La Orchila, localizada ao norte do país, em resposta direta ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos ao Caribe. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, que classificou a movimentação norte-americana como uma ameaça à soberania nacional.
O contexto dessa operação é marcado pelo acirramento das relações entre Venezuela e Estados Unidos. O governo do presidente Nicolás Maduro acusa os EUA de promover um "cerco" militar na região, em meio a operações antidrogas promovidas por Washington com o deslocamento de oito embarcações de guerra para o sul do Caribe.
De acordo com o ministro da Defesa, as operações venezuelanas contam com o deslocamento de sistemas de defesa aérea, drones armados e de vigilância, além de drones submarinos. Também estão previstas ações de guerra eletrônica, demonstrando não apenas preparo, mas capacidade tecnológica para respostas imediatas a ameaças estrangeiras.
As imagens transmitidas pela TV estatal venezuelana mostraram navios de guerra e embarcações anfíbias ocupando a estratégica ilha La Orchila, que abriga uma importante base da Marinha do país. A ilha possui cerca de 43 quilômetros quadrados e está localizada a 97 milhas náuticas do estado de La Guaira, bem próxima à zona em que os EUA recentemente interceptaram uma embarcação pesqueira venezuelana.
A megaoperação inclui:
Por outro lado, o governo dos Estados Unidos, sob comando do então presidente Donald Trump, defende que as ações têm como objetivo coibir o tráfico internacional de drogas. Trump afirmou recentemente que barcos venezuelanos carregados com drogas foram neutralizados no Caribe, intensificando ainda mais o clima de desconfiança e hostilidade.
O governo venezuelano insiste que a operação militar é estritamente voltada para a defesa nacional diante do que classifica como “voz ameaçadora” e “atitude vulgar” dos Estados Unidos. Padrino López declarou que esse é o momento de elevar o preparo operacional das Forças Armadas, com foco na proteção das águas caribenhas.
Além da movimentação bélica, a região experimenta aumento considerável da vigilância aérea e naval. Episódios recentes de interceptação de embarcações venezuelanas, inclusive pesqueiras, ilustram o ambiente tenso e o risco de incidentes ou escaladas militares.
A Venezuela aposta em guerra eletrônica, uso extensivo de drones e operações navais coordenadas para mostrar força e capacidade de reação. O país pretende enviar forte recado de que não aceitará pressões externas sem resistência, sobretudo em seu território marítimo estratégico.
Especialistas avaliam que a crescente militarização do Caribe eleva riscos de confrontos, acirrando ainda mais a disputa por influência entre Venezuela e EUA. O episódio demonstra como a geopolítica regional influencia e é influenciada por operações militares ostensivas de ambos os lados.
Com os exercícios previstos para durar três dias e a permanência de embarcações americanas na região, cresce a expectativa sobre possíveis desdobramentos. O quadro é de atenção máxima e monitoramento contínuo tanto por parte dos governos, quanto da comunidade internacional.
O episódio amplia o debate sobre soberania, segurança e interesses estratégicos no Caribe. O equilíbrio de forças é colocado à prova, enquanto Venezuela e Estados Unidos travam uma disputa que pode impactar todo o hemisfério sul.
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