Donald Trump vai adiar a proibição do TikTok nos EUA Fotos: Isac Nóbrega/PR e Divulgação
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo, 19 de janeiro, que planeja emitir uma ordem executiva que daria à empresa controladora do TikTok, baseada na China, mais tempo para encontrar um comprador aprovado antes que a popular plataforma de compartilhamento de vídeos fique sujeita a uma proibição permanente nos EUA. Trump anunciou a decisão em uma postagem em sua conta no Truth Social.
Ele disse que sua ordem iria "estender o período antes que as proibições da lei entrem em vigor" e "confirmar que não haverá responsabilidade para qualquer empresa que ajudou a manter o TikTok ativo antes da minha ordem. Os americanos merecem ver nossa emocionante Posse na segunda-feira, bem como outros eventos e conversas," escreveu Trump.
A lei dá ao presidente em exercício a autoridade para conceder uma extensão de 90 dias se uma venda viável estiver em andamento.
Embora os investidores tenham feito algumas ofertas, a ByteDance anteriormente disse que não venderia.
Em sua postagem Trump disse que "gostaria que os Estados Unidos tivessem uma posição de 50% da propriedade em uma joint venture", mas não ficou claro se ele estava se referindo ao governo ou a uma empresa americana.
"Fazendo isso, nós salvamos o TikTok, mantemos nas mãos certas e permitimos que continue," escreveu Trump. "Sem a aprovação dos EUA, não há Tik Tok. Com nossa aprovação, vale centenas de bilhões de dólares - talvez trilhões."
A lei federal exigia que a ByteDance cortasse laços com a operação do TikTok nos EUA até domingo devido a preocupações de segurança nacional apresentadas pelas raízes chinesas do aplicativo.
A lei foi aprovada com amplo apoio bipartidário em abril, e o presidente dos EUA, Joe Biden, a assinou rapidamente. O TikTok e a ByteDance questionaram a lei na justiça com base nos direitos da Primeira Emenda, e a Suprema Corte dos EUA confirmou o estatuto na sexta-feira. Fonte: Associated Press.
Estadão Conteúdo
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