Nesta foto divulgada por um site oficial do gabinete do líder supremo do Irã, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, fala durante uma reunião, em Teerã, Irã, no sábado, 3 de janeiro de 2026 Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP
O aiatolá Ali Khamenei é a autoridade máxima do Irã desde 1989 e ocupa uma das posições mais poderosas do mundo islâmico. Como líder supremo da República Islâmica, ele detém controle direto sobre as Forças Armadas, o Judiciário, a Guarda Revolucionária e as principais diretrizes da política externa iraniana.
Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, Khamenei cresceu em uma família religiosa xiita e iniciou ainda jovem sua formação clerical. Durante o regime do xá Mohammad Reza Pahlavi, tornou-se um crítico ativo do governo e foi preso diversas vezes pela polícia secreta SAVAK.
Sua trajetória política ganhou força com a Revolução Islâmica de 1979, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, que derrubou a monarquia e instaurou a República Islâmica.
Em 1981, após um atentado que o deixou com sequelas permanentes no braço direito, Khamenei foi eleito presidente do Irã. Permaneceu no cargo por dois mandatos consecutivos, até 1989.
Com a morte de Khomeini naquele ano, foi escolhido pela Assembleia dos Especialistas para ocupar o posto de líder supremo, posição que concentra poderes superiores aos do presidente da República.
A Constituição iraniana concede ao líder supremo autoridade para vetar leis, nomear chefes do Judiciário, comandantes militares e influenciar diretamente quem pode disputar eleições. Na prática, seus decretos se sobrepõem às decisões do Parlamento e do Executivo.
Desde que assumiu o posto máximo, Khamenei tem sido associado a uma política de forte centralização de poder. Durante as décadas de 1980 e 1990, o regime intensificou a repressão a opositores políticos, especialmente após a Guerra Irã-Iraque.
Em 1997, seu nome foi citado em uma decisão da Justiça alemã relacionada ao assassinato de dissidentes iranianos no restaurante Mykonos, em Berlim. O governo iraniano negou envolvimento, mas o episódio provocou crise diplomática com países europeus.
Internamente, Khamenei mantém influência direta sobre a Guarda Revolucionária, uma das instituições mais poderosas do país e peça-chave na política regional do Oriente Médio.
Nos últimos anos, o líder supremo tem estado no centro das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos. Seu apoio a grupos como Hezbollah e Hamas, além do avanço do programa nuclear iraniano, coloca Teerã em rota constante de colisão com o Ocidente.
Relatos recentes indicaram que seu nome teria sido discutido como possível alvo em operações militares durante escaladas regionais. O ex-presidente Donald Trump teria rejeitado uma proposta de ataque direto contra Khamenei, temendo uma escalada maior do conflito.
Aos 86 anos, Khamenei também enfrenta especulações sobre sucessão. Seu filho Mojtaba Khamenei é frequentemente citado como figura influente nos bastidores do regime, o que levanta debates sobre uma possível concentração familiar de poder algo que contrasta com os ideais originais da Revolução Islâmica.
Ali Khamenei não é apenas um líder religioso, mas o eixo central de um sistema que mistura fé, política e estratégia militar. Entender sua trajetória é compreender boa parte das decisões que moldam o presente e o futuro do Oriente Médio.
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Ações militares recentes reacendem debate sobre os limites do poder presidencial e o papel do Legislativo na declaração de guerra.
O encontro ocorreu após a assembleia geral da International Board (IFAB), órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, sobre mudanças que serão incorporadas a partir do Mundial.
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