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Polarização marca eleição no Chile, e comunista e ultradireitista avançam ao segundo turno

A soma dos votos dos demais candidatos de direita coloca o republicano em posição competitiva para a decisão final .

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16 de novembro de 2025 às 22:36   - Atualizado às 22:42

Jeannette Jara e José Antonio Kast

Jeannette Jara e José Antonio Kast (Fotos: Reprodução/ Redes Sociais)

O Chile viverá um dos segundos turnos mais polarizados de sua história recente. A candidata Jeannette Jara, representante do Partido Comunista e da coalizão de esquerda governista, e o líder da ultradireita José Antonio Kast disputarão a presidência no próximo dia 14 de dezembro, após um primeiro turno marcado por forte divisão do eleitorado.

Com 26,3% dos votos, Jara terminou a etapa inicial à frente de Kast, que obteve 24,6% da preferência popular . Apesar da liderança numérica da candidata governista, analistas avaliados por veículos internacionais afirmam que Kast chega fortalecido à próxima fase. A soma dos votos dos demais candidatos de direita coloca o republicano em posição competitiva para a decisão final .

Cenário eleitoral fragmentado

A disputa reflete a reconfiguração do cenário político chileno, que desde 2019 alterna ciclos de mobilização social, debates constitucionais e fortes oscilações entre esquerda e direita. Nesta eleição, o centro tradicional perdeu espaço, abrindo caminho para candidaturas que representam projetos ideológicos mais definidos.

José Antonio Kast, fundador do Partido Republicano, consolidou-se como principal figura da direita conservadora. Suas propostas incluem endurecimento das políticas de segurança, restrições à imigração e redução do tamanho do Estado. A expectativa é de que ele receba apoio natural de partidos e líderes do campo conservador, ampliando sua base para o segundo turno .

Do outro lado, Jeannette Jara busca canalizar o apoio de eleitores alinhados ao governo de Gabriel Boric — impedido de concorrer à reeleição. Ex-ministra do Trabalho, Jara defende a ampliação de direitos sociais, fortalecimento da rede de proteção do Estado e políticas voltadas à redução das desigualdades .

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Reações pós-primeiro turno

Após a divulgação dos resultados, Jara pediu calma ao eleitorado e afirmou que a sociedade chilena “não pode se deixar levar pelo medo”, reforçando seu discurso de estabilidade e continuidade de políticas sociais .

Kast, por sua vez, celebrou sua ida ao segundo turno e declarou que o país está iniciando uma “recuperação”, em referência a críticas que faz à condução econômica e à segurança pública durante o governo atual.

O que o segundo turno representa

O Chile chega ao momento decisivo diante de desafios profundos: sensação de insegurança, custo de vida elevado e cansaço político após anos de debates sobre reformas estruturais e tentativas frustradas de mudança constitucional.

A disputa entre uma candidata comunista e um líder da ultradireita evidencia uma polarização que já vinha se consolidando. O resultado de dezembro definirá não apenas o comando do país pelos próximos quatro anos, mas também o rumo das principais agendas que moldaram o debate público nos últimos tempos — do papel do Estado na economia ao avanço de políticas de segurança.

Independentemente do desfecho, a eleição chilena de 2025 já se destaca como um retrato claro das transformações sociais e políticas que o país experimenta desde o início da última década.

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