03 de janeiro de 2024 às 13:54
O padre Ramon Guidetti, pároco de San Ranieri, em Guasticce, na Itália, foi excomungado de sua posição nessa segunda-feira, 1º de janeiro, dias após ele criticar o papa Francisco. A decisão foi informada pelo bispo dom Simone Giusti, responsável pela Diocese de Livorno.
O sacerdote chamou o líder máximo da Igreja Católica de "um usurpador", durante a missa do dia 31 de dezembro, em que foi lembrada a morte do papa emérito Bento XVI, falecido em 2022. Ele disse ainda que Francisco "não é o papa".
A excomunhão foi assinada no dia seguinte ao ocorrido, sob a justificativa de que o padre “cometeu publicamente um ato de natureza cismática, recusando a submissão ao sumo pontífice e a comunhão com os membros da Igreja”.
Com a deliberação, Guidetti fica suspenso por "divinis" [afastado das coisas sagradas] e foi destituído do cargo de pároco da paróquia de San Ranieri em Guasticce.
Em nota, a Igreja Católica orientou os sacerdotes e fiéis a não participarem de nenhuma das celebrações ou práticas de culto lideradas pelo padre excomungado. Quem desobedecer a ordem também será excomungado.
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