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OMS aprova canetas emagrecedoras para tratar obesidade: saiba quem pode usar

Novas diretrizes orientam o uso de medicamentos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida junto a dieta e exercícios para adultos com IMC 30.

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02 de dezembro de 2025 às 17:24   - Atualizado às 17:29

Anvisa: pessoa usando caneta de Ozempic.

Anvisa: pessoa usando caneta de Ozempic. Foto: Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira (1º/12) suas primeiras diretrizes sobre o uso de GLP-1, os chamados medicamentos injetáveis emagrecedores, recomendando seu uso como parte do tratamento de longo prazo da obesidade, uma doença crônica que afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a obesidade exige cuidados contínuos e que os medicamentos GLP-1, embora não resolvam a doença sozinhos, podem reduzir significativamente os riscos à saúde. Segundo Tedros, essas terapias representam uma ferramenta importante para pacientes que enfrentam dificuldades de perda de peso por métodos convencionais, como dieta e exercício físico.

Quem deve usar GLP-1

A nova diretriz da OMS indica que os GLP-1 devem ser oferecidos a adultos com IMC igual ou superior a 30, exceto mulheres grávidas. Entre os medicamentos recomendados estão:

  • Semaglutida – fármaco moderno, com alta eficácia na perda de peso.
  • Tirzepatida – mais recente, atua de forma combinada para reduzir apetite e melhorar metabolismo.
  • Liraglutida – medicamento mais antigo da mesma classe, já amplamente estudado.

A OMS enfatiza que o tratamento medicamentoso deve ser acompanhado por dieta balanceada e atividade física regular, garantindo melhores resultados e segurança para o paciente. Além disso, os profissionais de saúde devem avaliar cada caso individualmente, monitorando efeitos colaterais e ajustes de dosagem.

Benefícios e impacto das terapias com GLP-1

Os GLP-1 ajudam na redução de peso de forma contínua, contribuem para o controle da glicemia e podem reduzir os riscos cardiovasculares associados à obesidade. Especialistas afirmam que essas terapias têm potencial para melhorar a qualidade de vida, diminuindo complicações médicas a longo prazo e auxiliando pacientes que não obtêm resultados apenas com mudanças de estilo de vida.

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A OMS também acredita que a divulgação das diretrizes aumentará a conscientização global sobre a obesidade, condição ainda estigmatizada e subestimada em diversas regiões do mundo.

Desafios para o acesso global

Apesar da rápida expansão da produção, estima-se que até 2030 menos de 10% das pessoas que poderiam se beneficiar terão acesso às terapias com GLP-1. O maior desafio é garantir a disponibilidade dos medicamentos nos sistemas públicos de saúde, especialmente em países de baixa e média renda, onde o impacto da obesidade é mais severo.

As diretrizes publicadas pela OMS fornecem uma base científica sólida para governos e profissionais de saúde implementarem tratamentos de forma segura e eficaz, tornando o GLP-1 uma ferramenta estratégica no combate à epidemia global de obesidade.

Com o apoio de políticas públicas adequadas, os medicamentos GLP-1 podem se tornar um recurso acessível e transformador para milhões de pessoas em todo o mundo, ajudando a reduzir doenças associadas e a melhorar a longevidade e a qualidade de vida da população.

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