Mulher fatura R$ 22 mil por mês vendendo leite materno para fisiculturistas. Fotos: Reprodução/Redes Sociais
A norte-americana McKenzie Stelly, de 23 anos, residente em Lafayette, Louisiana (EUA), iniciou a comercialização do leite materno para fisiculturistas, após não conseguir amamentar seu primeiro filho por conta dos dentes que o bebê já tinha ao nascer. A jovem começou a armazenar o leite excedente e faturar cerca de R$ 22 mil por mês vendendo o líquido como suplemento proteico.
Mesmo com o nascimento do segundo filho, que conseguiu ser amamentado normalmente, McKenzie seguiu guardando o leite e passou a doar por meio da agência hospitalar Tiny Treasures, recebendo cerca de US$ 1 por 30 ml. Entretanto, ao compartilhar a experiência nas redes sociais, a jovem foi procurada por um fisiculturista interessado no líquido como recurso para crescimento muscular.
"Eu cobro um preço mais alto para um fisiculturista porque eles já são adultos e é uma opção de estilo de vida", afirmou.
Segundo a mulher, muitos pedem desconto alegando dificuldades financeiras, "mas aparecem dirigindo carros de luxo". Mesmo diante de críticas, McKenzie defende sua escolha:
"As pessoas acham que o leite materno deve ser sempre oferecido de graça, e eu concordo até certo ponto, mas ainda é um produto do meu corpo e do meu tempo."
Embora seja extremamente nutritivo e fundamental nos primeiros meses de vida, o leite materno não oferece os mesmos benefícios quando consumido por adultos.
A nutricionista Juliana Andrade esclarece que o alimento contém anticorpos, enzimas, gordura de boa qualidade e fatores de crescimento. No entanto, seu efeito em fisiculturistas é praticamente nulo.
"O organismo de um bebê é muito diferente do de um adulto. O leite materno foi feito para nutrir um recém-nascido em crescimento, não para hipertrofia muscular", explica Juliana.
Além disso, a concentração de proteínas no leite materno é bem inferior à de suplementos esportivos tradicionais, como o whey protein.
Além da ineficácia, especialistas apontam preocupações quanto à segurança. Um estudo conduzido nos Estados Unidos revelou que cerca de 75% das amostras de leite materno vendidas online estavam contaminadas por bactérias potencialmente perigosas.
Fora de bancos de leite autorizados e fiscalizados, não há controle adequado sobre coleta, armazenamento ou transporte.
Juliana reforça o alerta: "Na ausência de evidências científicas que apoiem a prática, e diante dos riscos envolvidos, especialistas recomendam cautela. Não é porque algo é natural que é automaticamente seguro ou eficaz."
1
4
22:26, 03 Out
27
°c
Fonte: OpenWeather
Recall envolve mais de 37 mil unidades de brinquedos antiestresse; alerta identifica produtos específicos vendidos no mercado americano.
As declarações ocorrem em meio à atenção em Washington sobre a disputa brasileira. No começo desta semana, três senadores democratas dos EUA pediram ao governo Trump que evite qualquer interferência no processo eleitoral.
Imagens gravadas em atração turística repercutiram nas redes sociais e provocaram manifestações dos responsáveis pelo local.
mais notícias
+