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Maduro ofereceu petróleo e minerais da Venezuela aos EUA para evitar conflito, diz jornal

Segundo o The New York Times, o governo de Donald Trump rejeitou a proposta e intensificou a pressão diplomática e militar sobre o país sul-americano.

Ricardo Lélis

11 de outubro de 2025 às 20:30   - Atualizado às 20:30

Nicolás Maduro e Donald Trump.

Nicolás Maduro e Donald Trump. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

Autoridades do governo de Nicolás Maduro ofereceram aos Estados Unidos, uma participação dominante nas riquezas petrolíferas e minerais da Venezuela em troca do fim da pressão política e militar de Washington. A informação foi revelada pelo jornal The New York Times.

Segundo a reportagem, representantes do governo de Nicolás Maduro negociaram com integrantes da administração Trump por meses, propondo concessões econômicas amplas que incluíam permitir que empresas americanas assumissem o controle de todos os projetos de petróleo e ouro existentes e futuros, além de rever o destino das exportações venezuelanas e encerrar parcerias com países como China, Rússia e Irã.

O gesto ocorreu em meio ao aumento da tensão entre os dois países, quando os Estados Unidos classificaram o governo Maduro como um “cartel narcoterrorista” e enviaram navios ao Caribe, próximos à costa venezuelana, sob o argumento de combater o tráfico de drogas.

Apesar das negociações, Washington rejeitou a proposta e intensificou a pressão diplomática e militar sobre Caracas, chegando a romper relações diplomáticas com a Venezuela na semana anterior.

Fontes próximas às conversas afirmaram ao New York Times que o impasse se deveu, principalmente, à recusa de Maduro em negociar uma transição política ou deixar o poder, uma das principais exigências dos EUA.

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Venezuela em alerta

A Venezuela deu início a grandes exercícios militares em setembro deste ano, na ilha La Orchila, localizada ao norte do país, em resposta direta ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos ao Caribe.

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, que classificou a movimentação norte-americana como uma ameaça à soberania nacional.

O contexto dessa operação é marcado pelo acirramento das relações entre Venezuela e Estados Unidos. O governo do presidente Nicolás Maduro acusa os EUA de promover um "cerco" militar na região, em meio a operações antidrogas promovidas por Washington com o deslocamento de oito embarcações de guerra para o sul do Caribe.

De acordo com o ministro da Defesa, as operações venezuelanas contam com o deslocamento de sistemas de defesa aérea, drones armados e de vigilância, além de drones submarinos.

Também estão previstas ações de guerra eletrônica, demonstrando não apenas preparo, mas capacidade tecnológica para respostas imediatas a ameaças estrangeiras.

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