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Jovem pernambucano morre na guerra entre Rússia e Ucrânia

Morador de Petrolina foi atingido durante ofensiva contra Kiev, capital ucraniana, em meio à escalada dos ataques russos.

18 de maio de 2026 às 11:28   - Atualizado às 11:33

Douglas Domingo Fernandes.

Douglas Domingo Fernandes. Foto: Reprodução

O pernambucano Douglas Domingo Fernandes morreu durante um dos ataques mais intensos registrados nos últimos dias na guerra entre Rússia e Ucrânia. A confirmação da morte aconteceu na última sexta-feira, 15 de maio.

Natural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, Douglas morava no bairro Santa Luzia e estava atuando na região do conflito quando foi atingido durante uma ofensiva realizada na quinta-feira (14).

Segundo informações divulgadas internacionalmente, o ataque contra Kiev mobilizou centenas de drones e dezenas de mísseis lançados pelas forças russas. A ofensiva deixou um rastro de destruição na capital ucraniana, com prédios atingidos, incêndios e equipes de resgate trabalhando em meio aos escombros.

Autoridades locais informaram que ao menos 24 pessoas morreram durante os ataques.

Imagens compartilhadas por veículos internacionais mostram bairros devastados, fumaça tomando conta da cidade e moradores tentando deixar áreas atingidas após as explosões.

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Outro pernambucano

A morte de Douglas acontece poucos meses após outro caso envolvendo um pernambucano no conflito chamar atenção internacional.

Em dezembro de 2025, o jovem Bruno Gabriel Leal da Silva, de 28 anos, morreu em Kiev em circunstâncias investigadas pelas autoridades ucranianas.

Uma reportagem publicada pelo jornal Kyiv Independent apontou suspeitas de tortura e violência dentro de um batalhão formado majoritariamente por brasileiros. Segundo ex-integrantes da unidade, Bruno teria sido espancado após retornar à base fora do horário permitido.

Os relatos afirmam que o pernambucano pretendia deixar a Ucrânia e voltar ao Brasil antes da morte. Dias antes, ele também havia procurado ajuda do consulado brasileiro relatando apreensão de passaporte e maus-tratos.

Testemunhas ouvidas pela publicação internacional denunciaram práticas de violência física dentro do batalhão, incluindo agressões coletivas, choques elétricos e ameaças contra recrutas. O caso segue sob investigação das autoridades locais.

Brasileiros na guerra

Desde o início da guerra, dezenas de brasileiros viajaram para a Ucrânia para atuar ao lado das forças ucranianas. Muitos afirmaram ter sido atraídos por promessas de altos salários, treinamento militar e experiências de combate.

Alguns combatentes relataram posteriormente que houve confusão em relação aos valores pagos. Segundo depoimentos divulgados pela imprensa, parte dos voluntários acreditava que receberia cerca de R$ 50 mil mensais, mas os pagamentos eram feitos em grívnias, moeda da Ucrânia, resultando em valores muito menores quando convertidos para o real.

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em 2022 e se tornou um dos conflitos mais violentos das últimas décadas, provocando milhares de mortes, destruição de cidades inteiras e impactos econômicos e políticos em diferentes partes do mundo.

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