Presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Foto: Divulgação
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, tem mantido um discurso em defesa da legalização da cocaína e da mudança na política global de combate às drogas. Nos últimos meses, o líder colombiano voltou a levantar o tema em diferentes ocasiões, reafirmando que a criminalização da substância alimenta o narcotráfico e destrói a Amazônia. (Veja vídeo abaixo)
Em visita ao Brasil no mês de setembro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Petro voltou a defender que a legalização seria uma forma de enfraquecer as máfias e reduzir a devastação ambiental causada pelo comércio ilegal.
“Se amanhã a cocaína fosse legalizada no mundo, não haveria máfia. E não haveria destruição da selva amazônica”, afirmou.
Veja vídeo:
A posição não é isolada. Desde o início de seu governo, Petro tem insistido que a atual política antidrogas, que segundo ele, é influenciada pelos Estados Unidos, é “fracassada”.
Para Petro, o tema precisa ser discutido de forma aberta pela América Latina, sem o estigma que marca o debate. Em discursos anteriores, o presidente chegou a afirmar que a cocaína só é ilegal “porque é produzida na América Latina e não porque é pior que uísque”.
As declarações seguem a mesma linha de sua fala na Assembleia Geral da ONU, em 2022, quando o colombiano questionou a lógica da chamada “guerra às drogas” e denunciou a contradição das potências que condenam a cocaína, mas continuam lucrando com o carvão e o petróleo.
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