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Furacão Melissa atinge categoria máxima com ventos de 260 km/h e Jamaica evacua moradores

Segundo o NHC, dos Estados Unidos, foi emitido um alerta para possíveis "inundações catastróficas" na Jamaica, inclusive antes da chegada da tempestade ao país caribenho.

Gabriel Alves

27 de outubro de 2025 às 12:55   - Atualizado às 12:55

Áreas atingidas pelo furacão.

Áreas atingidas pelo furacão. Fotos: Reprodução/Redes Sociais. Arte: Portal de Prefeitura

O furacão Melissa alcançou nesta segunda-feira, 27 de setembro, a categoria máxima, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que emitiu um alerta para possíveis "inundações catastróficas" na Jamaica, inclusive antes da chegada da tempestade ao país caribenho. (veja vídeo abaixo)

"Melissa agora é um furacão de categoria 5", escreveu o NHC em seu boletim mais recente.

"Os ventos destrutivos, marés de tempestade e inundações catastróficas vão piorar na Jamaica ao longo do dia e durante a noite", disse o NHC.

Estadão Conteúdo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O furacão de categoria 5, e com de ventos até 260 km/h, deve atingir a Jamaica nas primeiras horas da terça-feira (28), avançando posteriormente em direção a Cuba e às Bahamas até a quarta (29), segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

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No boletim das 6h, o NHC informou que o fenômeno estava a cerca de 205 quilômetros ao sul-sudoeste de Kingston, capital jamaicana, e a 505 quilômetros ao sudoeste de Guantánamo, em Cuba. Melissa apresentava ventos máximos sustentados de 260 km/h e deslocava-se a 6 km/h no sentido oeste. A categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson, é atribuída a furacões com ventos superiores a 252 km/h.

O furacão, que se formou no sábado e ganhou força rapidamente, é considerado o mais intenso da história recente a atingir diretamente a Jamaica. O governo local ordenou evacuações obrigatórias em Kingston, Porto Real e outras regiões vulneráveis, abrindo 900 abrigos para acolher a população. Os aeroportos internacionais do país foram fechados ainda no domingo (26).

As autoridades alertam que o fenômeno deve provocar chuvas de até 76 centímetros, marés de tempestade perigosas e inundações generalizadas. O vice-presidente do Conselho de Gestão de Riscos de Desastres, Desmond McKenzie, fez um apelo à população:

“Muitas dessas comunidades não vão sobreviver a esta enchente. Kingston é baixa, extremamente baixa... Nenhuma comunidade em Kingston está imune a inundações. (...) Quero pedir aos jamaicanos que levem isso a sério. Não joguem com Melissa. Não é uma aposta segura".

O leste da Jamaica pode registrar acúmulo de até 1 metro de chuva, enquanto o oeste do Haiti pode receber cerca de 40 centímetros, segundo o NHC. O órgão também alerta para “inundações repentinas catastróficas e numerosos deslizamentos de terra”.

De acordo com a agência Associated Press, quatro pessoas já morreram em decorrência de tempestades associadas ao furacão, três no Haiti e uma na República Dominicana.

Melissa também deve atingir o leste de Cuba ainda na terça-feira. Estão em vigor alertas de furacão para as províncias de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo e Holguín, além de alerta de tempestade tropical para Las Tunas. As autoridades cubanas preveem chuvas de até 51 centímetros e marés intensas ao longo do litoral.

O furacão também pode impactar operações militares dos Estados Unidos no mar do Caribe, onde há navios de guerra e aeronaves destacados por ordem do presidente Donald Trump, no contexto da pressão diplomática contra o regime venezuelano de Nicolás Maduro.

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