EUA e China se reúnem em Madrid para negociar tensões comerciais. Imagem gerada por IA
Representantes dos Estados Unidos e da China se encontraram em Madrid para discutir pontos críticos em sua relação comercial, incluindo disputas antigas e um prazo decisivo para a plataforma chinesa TikTok. A reunião ocorre num momento sensível da relação bilateral, em busca de evitar um agravamento dos conflitos que afetam mercados globais.
Este é o quarto encontro de autoridades americanas e chinesas em cerca de quatro meses na Europa, com o objetivo de prolongar a trégua comercial vigente. Nas sessões anteriores, realizadas em cidades como Estocolmo, os países chegaram a um acordo provisório que reduziu tarifas retaliatórias e autorizou a exportação de terras raras, essenciais para indústrias tecnológicas.
Entre os temas quentes, está o prazo para que a chinesa ByteDance, dona do TikTok, desfaça seus negócios nos EUA, sob risco de banimento da plataforma. Espera-se que o encontro em Madrid prorrogue esse prazo, evitando o desligamento abrupto do aplicativo no mercado americano, tenso entre políticos dos dois países por preocupações de segurança nacional.
Além do foco direto nas disputas EUA-China, os americanos tentam convencer aliados do G7 e da União Europeia a imporem tarifas e restrições para bloquear a compra chinesa de petróleo russo. A ideia é cortar fontes de receita de Moscou e pressionar pela resolução do conflito na Ucrânia.
O contexto da guerra na Ucrânia e as sanções ocidentais exacerbaram tensões, complicando as discussões comerciais. Entretanto, o diálogo aberto demonstra interesse mútuo em evitar que divergências econômicas se transformem em um rompimento definitivo.
Apesar da relevância, analistas citam que a possibilidade de avanços concretos imediatos é baixa, e esperam que o principal resultado seja a extensão do acordo temporário. Porém, a reunião poderá abrir caminho para futuras negociações, inclusive de alto nível entre os presidentes.
A escolha de Madrid como sede simboliza o papel crescente da Espanha nas negociações internacionais, buscando projetar-se como centro diplomático e fortalecer relações tanto com Washington quanto com Pequim.
Espera-se que as conversas preparatórias favoreçam uma possível reunião futura entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que ocorrerá na Coreia do Sul no final de outubro.
A abrupta imposição de tarifas e sanções entre as maiores economias gera incertezas, sendo fundamental para economias do mundo que as partes mantenham diálogo e compromissos.
Decisões envolvendo tarifas, exportação de tecnologias e plataformas digitais impactam preços, cadeias produtivas e o acesso a produtos, tanto para mercados corporativos quanto para consumidores em escala global.
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