19 de março de 2024 às 16:27
O governo de Cuba culpa os Estados Unidos pela situação econômica na ilha e convocou um representante da embaixada americana para consultas nesta segunda-feira (18).
Centenas de cubanos foram às ruas de Santiago, uma cidade a 800 quilômetros da capital, Havana, no último domingo (17), para protestar contra os apagões de luz e a falta de comida.
A mídia estatal confirmou os protestos e, nas redes sociais, houve relatos de atos parecidos em várias outras províncias.
Vídeos mostrando pessoas gritando “eletricidade e comida” foram rapidamente compartilhados em plataformas como X e Facebook.
"Várias pessoas expressaram seu desacordo com a situação do serviço elétrico e da distribuição de alimentos", afirmou o presidente Miguel Díaz-Canel, alertando em seguida que “os inimigos da Revolução” tentam aproveitar o contexto, “com fins desestabilizadores”.
Em sua mensagem, Díaz-Canel responsabilizou dissidentes cubanos radicados nos EUA pelas manifestações.
Cuba enfrenta uma das piores crises econômicas e de energia da sua história. As ondas de apagões pioraram nas últimas semanas, aumentando a frustração de moradores com a escassez de alimentos e com a inflação. O país enfrentou vários dias de apagões de até 13 horas.
Os cortes de energia têm aumentado devido às obras de manutenção na central termoelétrica Antonio Güiteras, a mais importante da ilha.
No fim de semana, o problema foi agravado pela escassez de combustível, necessário para abastecer as outras termoelétricas.
O encarregado de negócios da embaixada dos EUA em Havana, Benjamín Ziff, foi convocado à chancelaria por “comportamento de interferência”.
O governo americano afirmou que os protestos “refletem uma situação desesperadora” e considerou “absurda” a acusação de interferência, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Vedant Patel.
Estadão Conteúdo
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Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Segundo informações divulgadas pelo UFC, o atleta teria sofrido um aparente ataque cardíaco enquanto dormia e não resistiu.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
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