Donald Trump e Nicolás Maduro Foto: Reprodução
O Brasil intensifica preparativos diplomáticos e de fronteira diante da escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, com sobrevoos de caças americanos no norte do país vizinho e ameaças de intervenção militar de Donald Trump. Sem ataques confirmados até esta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, o governo Lula adota "cautela ativa" para evitar refugiados em massa e instabilidade na Amazônia, priorizando mediação via ONU e fóruns regionais.
Fontes do Itamaraty revelam monitoramento constante do porta-aviões USS Gerald R. Ford no Caribe e da operação Lança do Sul contra narcotráfico, que Trump usa para pressionar Nicolás Maduro. O Planalto condena a "militarização extrarregional", mas evita confronto direto com Washington, buscando equilíbrio entre soberania latina e laços econômicos.
Analistas como Márcio Coimbra, do Instituto Monitor da Democracia, explicam que Brasília planeja defesas na fronteira Norte contra cenários de colapso chavista, incluindo nova onda de migração, Roraima já abriga 500 mil venezuelanos desde 2015.
A tensão explodiu em agosto com envios de navios de guerra americanos à costa venezuelana, evoluindo para declarações de Trump sobre “fechamento” do espaço aéreo sobre Caracas e possível ação terrestre “em breve”. Maduro rebateu como “agressão colonialista”, mobilizando milícias e Força Aérea, enquanto o Cartel de los Soles, supostamente ligado ao regime, é classificado como terrorista pelos EUA, com recompensa de US$ 50 milhões por sua liderança.
Em novembro, bombardeiros B-52 sobrevoaram a menos de 200 km da capital venezuelana, e tropas foram enviadas a Porto Rico. Trump autorizou operações secretas da CIA em território chavista, mas senadores democratas travam bombardeios via Congresso.
O Brasil, historicamente anti-intervencionista, vetou a entrada venezuelana no Brics e distancia-se de Maduro após fraudes eleitorais, mas teme vácuo de poder que gere caos regional.
Especialistas projetam 1,7 a 3 milhões de novos refugiados em caso de ofensiva, sobrecarregando a Operação Acolhida no Norte. O Exército eleva alerta na Amazônia, com tropas extras para COP30 e vigilância anti-infiltração de foragidos chavistas.
Economicamente, exportações ao Mercosul encolhem 20%, e oscilações no petróleo venezuelano pressionam a inflação brasileira. A Marinha acelera aquisições como o HMS Bulwark para patrulha no Atlântico Sul.
O Planalto só endurece tom com invasão concreta, apostando em mediação, Lula propôs-se como ponte em reunião com Trump na Malásia. Celso Amorim reforça: “Militarização é incompatível com a paz sul-americana”. Colômbia e Peru cobram cúpula emergencial, com Brasil como possível líder.
Daniel Afonso Silva, da USP, alerta para “dança delicada” entre autodeterminação e estabilidade. Oposição cobra firmeza anti-Washington; petistas defendem tradição pacífica. Pesquisas mostram 52% dos brasileiros temendo impactos migratórios.
Rússia prioriza Ucrânia, deixando Maduro isolado. Peritos da ONU condenam “escalada perigosa”, citando 80 civis mortos em ataques antinarcóticos no mar.
Enquanto Trump caça cartéis, críticos veem manobra hemisférica. No Norte brasileiro, moradores de Pacaraima relatam ansiedade: “A fronteira ferve com rumores”. Brasília blinda território com 5 mil tropas extras e ajuda via ACNUR, sem Unasul forte para unir a região.
Dólar sobe e agronegócio fronteiriço reporta prejuízos iniciais com rotas interrompidas. A lição? América Latina joga sozinha ante gigantes, mas o Brasil posiciona-se como voz pragmática pela paz, protegendo seu povo e soberania.
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