Após o ataque dos EUA à Venezuela, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar "a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América".
Javier Milei e Nicolás Maduro. (Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil e Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Ministério de Segurança Nacional da Argentina informou em nota, neste sábado, 3 de dezembro, que o país passou a adotar novas medidas de imigração. Funcionários, membros das forças armadas e empresários associados ao regime de Nicolás Maduro passam a ter a entrada no país restrita.
De acordo com o comunicado, as novas disposições estabelecem restrições a associados ao regime a fim de "impedi-los de usar a Argentina como refúgio". "A Argentina não concederá asilo a colaboradores do regime de Maduro", acrescenta o texto.
Após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, o presidente da Argentina, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar “a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América”.
Ele classificou o papel da Venezuela no continente como “inimigo da liberdade” e fez uma comparação com Cuba dos anos 1960.
Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um bloqueio econômico ao governo cubano com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. O embargo a Cuba é condenado pela maioria dos países. Eles consideram uma violação ao direito internacional.
O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste fim de semana marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina.
A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem Maduro à prisão.
O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou com entusiasmo a prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por uma operação militar dos Estados Unidos neste sábado, dia 3.
"A liberdade avança, viva a liberdade" "La libertad avanza, Viva la libertad carajo", declarou Milei, em postagem numa rede social, na qual compartilhou a notícia sobre a prisão.
O presidente da Argentina é um dos maiores críticos ao regime de Maduro na América Latina.
Ao discursar na sessão plenária da 67ª Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), em dezembro, Milei saudou a pressão dos Estados Unidos para "libertar o povo da Venezuela", conforme suas palavras.
Na ocasião, ele disse que a Venezuela estava "padecendo de uma crise política, humanitária e social devastadora". Além disso, o argentino ainda fez uma saudação ao "reconhecimento internacional à coragem de María Corina Machado", que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2025.
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