Márcio Cadar. Foto: Divulgação
O presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, vai oficializar, na tarde desta segunda-feira, 29 de maio, a saída do empresário Márcio Cadar do grupo responsável pelo processo de criação da SAF do clube. A informação foi divulgada pelo GE.
Mesmo com a saída, a estrutura da negociação para a venda de 90% das ações da futura Sociedade Anônima do Futebol permanece inalterada.
No aspecto administrativo, a diretoria também anunciou mudanças. O CEO Pedro Henriques, ex-vice-presidente do Bahia, vai assumir papel de destaque na transição do clube para o novo modelo de gestão. Ele será o novo braço direito de Bruno Rodrigues e deve liderar os ajustes internos até a oficialização da SAF.
Pedro Henriques possui experiência consolidada em reestruturações de clubes e foi uma das peças-chave na transformação do Bahia em clube-empresa, ao lado do Grupo City. No Santa Cruz, ele terá a missão de implementar processos mais modernos de gestão e colaborar com a profissionalização do departamento de futebol.
Márcio Cadar era considerado um dos nomes mais influentes no projeto de transformação do Santa Cruz em clube-empresa. Ele atuava como interlocutor direto com o mercado financeiro, devido à sua experiência no setor de capitais.
O empresário mineiro, ex-sócio da gestora REAG Investimentos, seria o responsável por atrair novos parceiros e investimentos ao clube pernambucano. Agora, com a sua retirada definitiva do processo, essa função não será transferida a nenhum substituto.
Internamente, o desligamento de Cadar aconteceu de forma consensual entre a direção executiva do Santa Cruz e o núcleo de investidores. As partes decidiram por uma saída planejada, sem atritos, e buscaram preservar a imagem do empresário, que vinha participando ativamente das negociações desde o início do projeto.
De acordo com o GE, a ruptura é total e não prevê o retorno do empresário ao projeto em nenhuma outra função. A saída não compromete o andamento da negociação, que já se encontra em fase final de diligência jurídica. Com isso, os trâmites para a assinatura definitiva da venda de ações da SAF seguem sem alterações no cronograma.
O Santa Cruz já tem constituída a empresa Cobra Coral Participações S/A, que receberá os investimentos após a formalização do acordo. A sociedade conta com CNPJ próprio e está pronta para ser ativada assim que as etapas jurídicas forem concluídas.
Com a ausência de Cadar, os empresários Vinícius Diniz, Marcus Bittar, Iran Barbosa e Alexandre Kubitscheck permanecem à frente da operação.
Diniz, também mineiro, continua sendo o principal acionista da futura SAF tricolor. Ele lidera o grupo desde o fim de 2024, quando as conversas com o Santa Cruz começaram a ganhar corpo.
A proposta de investimento do grupo prevê o aporte de até R$ 1 bilhão em 15 anos. Os recursos serão utilizados para reestruturação administrativa, investimentos em infraestrutura, montagem de elenco e modernização do Arruda.
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Série invicta é a maior do clube no clássico desde a década de 1950. Em 2026, o Timbu venceu o rival duas vezes.
O Tricolor do Arruda foi derrotado por Náutico e Sport durante a disputa do Campeonato Pernambucano.
O camisa 9 do Timbu marcou o gol da vitória alvirrubra ainda no primeiro tempo, após jogada iniciada em bola parada.
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