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Maldição coral: o fantasma de 2020 se recusa a parar de assombrar o Santa Cruz

No dia 25 de janeiro, na Arena de Pernambuco, o placar de 4 a 0 chamou atenção pelo tamanho. Mas o que aconteceu aos 38 minutos do primeiro tempo explica muito mais do que a goleada

João Guilherme

27 de janeiro de 2026 às 11:15   - Atualizado às 11:17

Paulo Sérgio e Dodô comemorando gol.

Paulo Sérgio e Dodô comemorando gol. Foto: Rafael Vieira/CNC

No dia 25 de janeiro, na Arena de Pernambuco, o placar de 4 a 0 chamou atenção pelo tamanho. Mas o que aconteceu aos 38 minutos do primeiro tempo explica muito mais do que a goleada. Foi naquele instante, na falta cobrada por Dodô, que o Náutico fez o primeiro gol do clássico. E, mais uma vez, o jogo seguiu exatamente o mesmo caminho visto nos últimos anos.

Não foi novidade. Foi repetição. O padrão que se repete

O levantamento dos clássicos entre Santa Cruz e Náutico desde 2021 revela um dado que passa despercebido no calor do jogo: todas as vitórias do Náutico sobre o rival começaram com o Timbu abrindo o placar.

  • Foi assim em 2021, nas duas vitórias por 2 a 1.
  • Foi assim em 2024, novamente no 2 a 1.
  • Repetiu-se em 2025, no mesmo placar.
  • E voltou a acontecer agora, em 2026, no 4 a 0 da Arena.

O roteiro muda pouco. O Náutico marca primeiro. O Santa passa a correr atrás. O jogo muda de comportamento.

A exceção que confirma

No recorte desse período, há um resultado que foge completamente da curva: o empate em 1 a 1, em 2022. E ele carrega justamente o detalhe que desmonta o padrão: foi o Santa Cruz quem fez o primeiro gol naquele jogo.

É a única partida da série em que o Náutico não saiu vencedor nem controlou o placar desde o início.

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O dado é simples, mas explica muito.

O gol que muda o clássico

O jogo do dia 25 começou equilibrado, travado no meio-campo, com poucas chances claras. O tipo de clássico em que o zero parecia confortável para os dois lados. Até a falta de Dodô.

Depois do 1 a 0, o comportamento das equipes mudou de forma nítida. O Náutico passou a jogar com a vantagem que já conhece bem nesse confronto. O Santa voltou a viver o cenário que tem se repetido ano após ano: atuar em desvantagem no placar diante do rival.

Os outros três gols vieram na sequência de um jogo que já estava desenhado.

Independente de estádio, elenco ou treinador

Nesse intervalo de cinco anos, mudaram técnicos, elencos e mandos de campo. Os clássicos aconteceram no Arruda, nos Aflitos e na Arena de Pernambuco. O contexto muda. O início do placar, não.

Quando o Náutico marca primeiro, o histórico recente mostra que o desfecho tem sido o mesmo.

É esse detalhe que, para o torcedor coral, já ganhou um apelido inevitável.

"O fantasma não está no placar final. Está no primeiro gol."

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