Réveillon. (Foto: Divulgação/Grand Hyatt Rio de Janeiro)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou orientações para garantir a segurança alimentar durante as festas de fim de ano, período marcado pela preparação de grandes refeições em casa.
As recomendações abrangem desde dicas na hora da compra dos ingredientes até o preparo, o armazenamento e o consumo, com atenção especial às sobras.
Segundo a agência, cuidados simples no dia a dia podem reduzir o risco de contaminações por bactérias, fungos e outros micro-organismos que causam doenças transmitidas por alimentos e água. O alerta vale tanto para alimentos industrializados quanto para preparações caseiras.
Entre as principais orientações estão:
Uma das principais recomendações é ficar atento ao prazo de validade dos produtos, o que garante a segurança para o consumo desde que o alimento seja armazenado conforme as condições indicadas no rótulo pelo fabricante.
A Anvisa alerta que, mesmo que alguns itens aparentem estar em boas condições após o vencimento, eles podem estar contaminados por fungos ou bactérias e, por isso, devem ser descartados.
Ainda em relação às embalagens, a agência reforça a importância de observar a rotulagem nutricional com a lupa frontal, que indica quando um alimento tem alto teor de sódio, gorduras ou açúcares. A recomendação é usar essas informações como apoio na escolha dos produtos e consumir esses alimentos com moderação.
As embalagens também devem ser avaliadas no momento da compra, verificando se não há sinais de rasgos, furos, estufamento ou amassamentos. Também é preciso checar se os produtos estão armazenados nas condições adequadas de temperatura.
Antes de iniciar o preparo das comidas, a Anvisa destaca a importância da higienização das mãos, que deve ser feita com frequência e de forma rigorosa, especialmente após o uso do telefone celular ou o contato com controles, maçanetas e outros objetos, para evitar doenças transmitidas por alimentos e água.
Também é preciso garantir a limpeza de equipamentos, utensílios e bancadas de cozinha. A orientação é utilizar água e sabão em abundância e, quando necessário, recorrer à desinfecção com solução de água sanitária diluída, além de manter o ambiente limpo e protegido contra insetos e roedores.
É importante ainda evitar o contato entre alimentos crus e cozidos e higienizar adequadamente os utensílios utilizados no preparo, já que comida crua pode conter micro-organismos que podem ser transferidos para aqueles cozidos e já prontos para consumo. A recomendação vale igualmente para o armazenamento, que deve ser feito em embalagens fechadas e separadas.
A Anvisa alerta que frutas, verduras e legumes podem carregar maior quantidade de micro-organismos. Por isso, devem ser lavados inicialmente em água corrente para a retirada de terra e insetos e, em seguida, deixados de molho em solução com sanitizantes permitidos e indicados para uso em alimentos.
A agência reforça que o uso de vinagre na higienização de frutas, verduras e legumes não tem eficácia comprovada. A orientação é utilizar apenas desinfetantes ou sanitizantes próprios para esse fim.
Em relação às carnes, a Anvisa destaca que elas não devem ser lavadas com água, pois esse hábito pode espalhar bactérias para outros alimentos e superfícies, causando a chamada "contaminação cruzada". A forma segura de eliminar micro-organismos desse tipo de alimento é com o cozimento em temperatura adequada.
No momento do descongelamento, a orientação é clara: não se deve descongelar alimentos em temperatura ambiente. Deixar o produto sobre a pia até a hora do preparo favorece a rápida proliferação de bactérias. O recomendado é fazer o processo no micro-ondas ou sob refrigeração, em temperaturas inferiores a 5 °C, ou ainda durante o cozimento, em temperaturas acima de 60 °C.
Para panos de prato, que acumulam umidade e restos de alimentos, as recomendações são:
A Anvisa reforça que, seja no fogão ou no preparo em lenha, o importante é que a comida atinja a temperatura ideal para eliminar os micro-organismos mais perigosos.
A indicação é cozinhar bem as carnes, observando a mudança de cor e textura na parte interna.
"No caso de carnes bovinas e de aves, tome cuidado para que as partes internas não fiquem cruas (vermelhas) Os sucos dessas carnes devem ser claros e não rosados", alerta a agência.
Durante a ceia, também é importante estar atento à temperatura e ao tempo de exposição dos alimentos. As refeições quentes devem ser mantidas até a hora de servir a temperaturas acima de 60 °C, enquanto os alimentos frios devem permanecer abaixo de 5 °C.
O ideal, segundo a agência, é que os alimentos fiquem cobertos enquanto não estiverem sendo servidos, para evitar contaminação por tosse ou espirros. Cada prato deve ser servido com seu próprio talher.
Após a véspera de Natal e de Ano-Novo, é comum que sobrem alimentos para consumo no dia seguinte. Especialmente em locais de muito calor, não é recomendado que essas sobras permaneçam em temperatura ambiente por mais de duas horas após o término da ceia. Os alimentos devem ser armazenados em recipientes com tampa e boa vedação e mantidos sob refrigeração.
No caso de carnes grandes, como peru e pernil, a orientação é remover os ossos antes de guardar, para facilitar a refrigeração e evitar ainda a superlotação dos refrigeradores.
As sobras devem ser consumidas em até três dias após o preparo, se mantidas em temperaturas abaixo de 4 °C. Maionese e preparações com ovos crus exigem atenção redobrada, segundo a Anvisa.
Outros erros frequentes na cozinha são:
Estadão Conteúdo
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23:57, 12 Fev
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Fonte: OpenWeather
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