Apesar de reconhecer o mérito de alguns profissionais de fora, Hélio dos Anjos afirmou que apenas atuar em clubes médios da liga portuguesa não é suficiente para garantir espaço no futebol brasileiro.
Hélio dos Anjos. Foto: Paulo Paiva / CNC
A crescente presença de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro, especialmente os portugueses, tem se tornado uma tendência nos últimos anos. No entanto, o técnico do Náutico, Hélio dos Anjos, vê esse movimento como um "modismo" que nem sempre se justifica pela competência dos profissionais contratados.
"Eu fui estrangeiro também em outros países e tive relação com alguns treinadores estrangeiros, muitos portugueses, e bons lá no mundo árabe. Mas tem, sim, a parte do modismo", afirmou Hélio.
Nesta temporada, a Série A do Campeonato Brasileiro chegou a ter 10 clubes comandados por técnicos de fora do país. O Sport, por exemplo, teve dois treinadores portugueses no início da temporada. Atualmente, esse número caiu para cinco.
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Para o treinador alvirrubro, a preferência por técnicos estrangeiros ganhou força após o sucesso de Abel Ferreira no comando do Palmeiras, onde está desde outubro de 2020.
"Temos bons treinadores estrangeiros. O Abel é uma prova disso. Mas e os outros? Quanto modismo vem em cima de um Abel, de um Leonardo Jardim, do Cruzeiro? E o treinador sem currículo? Sem experiência?", questionou.
Apesar de reconhecer o mérito de alguns profissionais de fora, Hélio dos Anjos ressaltou que apenas atuar em clubes médios da liga portuguesa não é suficiente para garantir espaço no futebol brasileiro.
"Para mim, estar trabalhando em um clube de médio para baixo em uma liga portuguesa, por exemplo, não capacita ninguém para chegar aqui e trabalhar em um Náutico, um Sport, um Fortaleza, só para citar clubes do nosso ambiente aqui", concluiu.
Da Redação do Portal de Prefeitura com informações do GE.
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