Barletta participou dos três gols do Leão. Foto: Tiago Sousa/SCR
O torcedor do Sport Club do Recife vive um momento de plena comunhão com a equipe em 2026. Na noite deste sábado (9), o Rubro-negro deu mais uma prova de maturidade ao vencer a Ponte Preta, de virada, por 3 a 1, em pleno Estádio Moisés Lucarelli.
Mais do que os três pontos na bagagem, o resultado carrega um peso simbólico: o Leão da Ilha é o novo líder do Campeonato Brasileiro da Série B e ostenta uma invencibilidade de oito partidas, marca inédita para o clube na era dos pontos corridos da Segundona.
O Sport, que vinha de uma sequência sólida sem sofrer gols, viu sua meta ser vazada logo nos primeiros minutos. Para muitas equipes, o cenário de jogar fora de casa com o placar adverso seria motivo de desestabilização. Para o time comandado por Márcio Goiano, foi o gatilho para uma exibição de imposição técnica e coletiva.
Se o futebol moderno exige protagonistas que saibam jogar para o grupo, Chrystian Barletta personificou esse papel em Campinas. Participativo em todos os lances capitais, o atacante foi o maestro da reação leonina. O empate, que saiu aos 30 minutos da etapa inicial, foi uma pintura de construção coletiva. A bola passou por pés precisos até chegar em Felipinho, que infiltrou como elemento surpresa para estufar as redes.
A virada, ainda no primeiro tempo, veio em um momento psicológico crucial. Após um toque de mão na área adversária, identificado com precisão pelo VAR, Barletta assumiu a responsabilidade da cobrança de pênalti. Com a frieza de quem vive o melhor momento da carreira, deslocou o goleiro e colocou o Sport em vantagem. Ali, a partida mudava de mãos: o nervosismo passava para o lado da Macaca, enquanto o Leão administrava o ritmo do confronto.
Na volta do intervalo, o Sport não se limitou a defender a vantagem. Pelo contrário, a equipe manteve a posse de bola no campo ofensivo, asfixiando a saída de jogo da Ponte Preta. Aos 13 minutos, o lance que selou o destino da partida: uma assistência milimétrica de Carlos de Pena encontrou Pedro Perotti. O centroavante, que desempenha um papel tático fundamental como pivô, mostrou faro de gol e finalizou com maestria para fazer o terceiro.
Nem mesmo a expulsão do zagueiro Marcelo Ajul, que deixou o Sport com um jogador a menos na reta final, abalou a estrutura pernambucana. A defesa, uma das menos vazadas da competição, recuou com inteligência e não ofereceu chances claras de reação ao adversário.
Com 16 pontos conquistados e a liderança provisória garantida, o Sport retorna ao Recife com a sensação de dever cumprido. O foco agora se volta para a manutenção desse ritmo, já que o próximo desafio será na Ilha do Retiro, diante do CRB, no domingo (17). Com o estádio prometendo casa cheia, o Leão busca transformar a invencibilidade em um passaporte antecipado para o retorno à elite do futebol brasileiro. Em 2026, o Sport não apenas joga; ele se impõe.
Após uma maratona intensa entre Copa do Nordeste e Brasileiro, o Sport finalmente terá uma semana cheia para treinamentos.
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