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Santa Cruz: conheça investidores, valores e termos contratuais da SAF Tricolor

Cobra Coral transfere 90% das ações para grupo liderado por Thairo Arruda e com participação de investidor ligado ao mercado esportivo dos Estados Unidos.

Pedão Repórter

11 de setembro de 2026 às 14:52   - Atualizado às 14:53

SAF do Santa Cruz tem novos investidores.

SAF do Santa Cruz tem novos investidores. Foto: Evelyn Victória / Santa Cruz

O Santa Cruz deu mais um passo para a implementação de sua Sociedade Anônima do Futebol. Em reunião extraordinária realizada na noite desta quinta-feira (10), o Conselho Deliberativo ratificou a transferência de 90% das ações da SAF para a Matix Capital, encerrando a participação do grupo de investidores que havia assumido originalmente o projeto.

A nova estrutura será liderada por Thairo Arruda, ex-CEO da SAF do Botafogo, e terá a participação de investidores nacionais e internacionais. Entre os nomes apresentados está Paraj Tyle, empresário de origem indiana ligado à PTA Ventures LLP. A família Tyle também possui participação no mercado esportivo norte-americano.

Os 10% restantes das ações continuam pertencendo ao Tricolor do Arruda, conforme determina a estrutura prevista para a SAF.

Matix assume controle da SAF do Santa Cruz

A transferência das ações da Cobra Coral Participações S.A. para a Matix Capital mantém os direitos e obrigações previstos no contrato original firmado em janeiro de 2025. A operação havia sido apresentada aos conselheiros e foi formalmente ratificada na reunião desta quinta.

A Matix tem como sócios-administradores Thairo Arruda e Danilo Caixeiro. Os dois trabalharam na estruturação da SAF do Botafogo durante o período em que John Textor comandava o projeto. Thairo ocupou o cargo de CEO até fevereiro deste ano, enquanto Caixeiro deixou a função de diretor-chefe de operações em julho.

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A empresa já esteve envolvida na estruturação de outras SAFs no futebol brasileiro, como Botafogo, Vasco e América-RN. No caso do Santa Cruz, porém, a operação representa uma atuação direta na aquisição das ações da sociedade tricolor.

Investidor internacional integra novo projeto

Um dos novos nomes ligados à SAF é Paraj Tyle, formado em economia. Ele atua como CEO da PTA Ventures LLP, empresa de investimentos sediada na Índia. Ele é fundador e co-CEO da Collective Global, empresa com atuação em setores como tecnologia, inteligência artificial, energia e software.

Paraj também possui ligação familiar com Sheel Tyle, investidor que integra o grupo de proprietários do Portland Trail Blazers, franquia da NBA. 

Em entrevista ao podcast Futebol Diario, do Diario de Pernambuco, o presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, afirmou que o investidor internacional deverá participar presencialmente do projeto no Recife.

“Ele se propôs a vir para os Estados Unidos. Vai estar presente. Eu fiz questão de fazê-lo ver a importância de ele estar presente aqui”, disse o dirigente, conforme publicado pelo Diario de Pernambuco.

Santa Cruz pode receber R$ 11 milhões ainda em 2026

Um dos pontos mais imediatos da nova operação é a possibilidade de um aporte financeiro ainda nesta temporada. Segundo Bruno Rodrigues, em entrevista ao Diario de Pernambuco, os investidores poderão destinar cerca de R$ 11 milhões ao clube em 2026.

Desse montante, R$ 6 milhões seriam utilizados para quitar pendências com o elenco profissional. Outros R$ 5 milhões seriam destinados a obras emergenciais no Arruda, que está sem receber partidas desde julho de 2025.

A intenção da diretoria é preparar o estádio para voltar a receber jogos no Campeonato Pernambucano de 2027. A previsão inicial é de uma reabertura com capacidade reduzida, entre 25 mil e 30 mil torcedores, dependendo das vistorias e da regularização das exigências necessárias.

Contrato prevê até R$ 1 bilhão em 15 anos

A mudança de investidores não altera a estrutura financeira prevista no contrato original. A nova SAF mantém a projeção de movimentar até R$ 1 bilhão ao longo de 15 anos, considerando as receitas próprias do Santa Cruz e os aportes realizados pelos investidores.

O modelo também prevê garantias mínimas de faturamento de acordo com a divisão nacional em que o clube estiver. Para 2026, quando o Santa Cruz disputa a Série C, a referência é de R$ 36 milhões em receitas e aportes.

A implementação, contudo, ainda passa por etapas relacionadas ao processo de Recuperação Judicial. De acordo com o Diario de Pernambuco, a Matix também deverá comprovar R$ 50 milhões em ativos líquidos até o fim de setembro e R$ 100 milhões em ativos totais até a constituição da SAF.

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