Ex-boxeador Prichard Colón. Foto: Reprodução / Redes Sociais
O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu na quinta-feira, 13 de agosto, aos 34 anos, após passar 11 anos em estado vegetativo em consequência de uma grave lesão cerebral sofrida durante uma luta de boxe em 2015. O anúncio da morte foi feito pelo pai do atleta por meio das redes sociais.
Prichard Colón tinha apenas 23 anos quando enfrentou o norte-americano Terrel Williams em uma luta que mudou sua vida. Durante o combate, o porto-riquenho recebeu diversos golpes na parte de trás da cabeça, região conhecida como nuca e considerada proibida pelas regras do boxe. Após os impactos, o atleta passou mal, relatou tontura e náusea, e a luta acabou sendo interrompida.
A sequência de golpes provocou um hematoma subdural, uma condição grave causada pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio. Os médicos realizaram uma cirurgia para aliviar a pressão na região, mas os danos neurológicos permaneceram. Depois do procedimento, Colón ficou em coma por 221 dias e, ao despertar, continuou em estado vegetativo.
Prichard Colón vivia o início de uma carreira promissora no boxe profissional quando sofreu a lesão. Na época, ele acumulava apenas dois anos como profissional e chamava atenção pelos resultados conquistados dentro do ringue.
Antes do acidente, o boxeador registrava 23 vitórias e somente uma derrota. Desse total, 13 triunfos aconteceram por nocaute, números que reforçavam seu potencial como um dos jovens talentos da modalidade.
O combate contra Terrel Williams, porém, interrompeu essa trajetória de forma abrupta. Durante a luta, Colón recebeu golpes na nuca, uma área que as regras do boxe protegem justamente pelo alto risco de lesões graves. Depois de sentir os primeiros sintomas, ele precisou de atendimento médico imediato.
O hematoma cerebral exigiu uma cirurgia de emergência. Apesar da intervenção, os médicos não conseguiram reverter os danos causados ao cérebro.
Após deixar o coma, Prichard Colón permaneceu em estado vegetativo e passou a depender integralmente dos pais para as atividades diárias. Durante mais de uma década, a família acompanhou de perto sua rotina de cuidados e compartilhou atualizações sobre seu estado de saúde.
O pai do ex-boxeador confirmou a morte em uma mensagem publicada nas redes sociais. No comunicado, ele agradeceu o apoio recebido ao longo dos anos e pediu que as pessoas continuassem rezando pela família.
“Bom dia a todos. Lamento informar o falecimento do meu filho Prichard. Ele agora está em um lugar melhor. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Na medida do possível, por favor, continuem nos incluindo em suas orações.”
O hematoma subdural acontece quando o sangue se acumula entre o cérebro e o crânio após um trauma. Essa pressão pode comprometer o funcionamento cerebral e exige atendimento médico urgente.
No caso de Prichard Colón, a cirurgia teve como objetivo reduzir essa pressão e preservar as funções neurológicas. Mesmo com o procedimento, a gravidade da lesão provocou sequelas permanentes.
Lesões desse tipo representam um dos maiores riscos em esportes de contato. Por esse motivo, golpes na parte de trás da cabeça são proibidos nas competições de boxe e podem colocar a integridade física dos atletas em risco.
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