MC Suos, morto após jogo no Arruda. Foto: Divulgação
A 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Thomaz de Aquino, sediará nesta quinta-feira, 29 de maio, às 8h30, a última audiência de instrução e julgamento do caso que investiga a morte de Rafael Tavares da Silva, de 31 anos, conhecido como MC Suos. Guilherme Monteiro é o advogado criminal assistente da acusação.
Vítima de uma agressão brutal após um jogo de futebol no Estádio do Arruda, no Recife, Rafael Tavares possuía diagnóstico do espectro autista e morreu em decorrência de um trauma cranioencefálico.
O crime aconteceu em 19 de fevereiro de 2024, logo após a partida entre Santa Cruz e Afogados, válida pelo Campeonato Pernambucano.
De acordo com as investigações, o ataque teria sido motivado por intolerância esportiva. Imagens de câmeras de segurança e testemunhas foram fundamentais para identificar os suspeitos.
A Polícia Civil conseguiu inicialmente a decretação de sete mandados de prisão preventiva. No entanto, apenas cinco mandados foram cumpridos. Atualmente, três dos acusados permanecem presos preventivamente. Um deles segue foragido e outros três estão em liberdade provisória, conforme decisão da Justiça tomada no fim de 2024.
O Ministério Público analisa o caso como homicídio qualificado por motivo fútil, com base no artigo 121, § 2º, inciso II do Código Penal.
A acusação também não descarta o envolvimento dos suspeitos em associação criminosa, conforme previsto no artigo 288 do Código Penal.
Rafael, que era conhecido na comunidade do Ibura, frequentava o estádio como torcedor. A agressão teria ocorrido fora do Arruda, em um momento de grande movimentação nas ruas próximas. De acordo com relatos, ele não apresentava sinais de ameaça ou provocação antes do ataque.
A audiência desta quinta (29) representa a etapa final da fase de instrução. Nela, o juiz decidirá se os réus irão a júri popular, conforme a natureza do crime. A expectativa é que o desfecho da audiência defina os próximos passos da tramitação, incluindo eventual pronúncia e data para julgamento.
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O presidente da CBF, Samir Xaud, explicou que a iniciativa estava vinculada a uma ação publicitária da Nike, e que o uniforme continuará com o nome "Brasil".
O jogo marcou o penúltimo compromisso da seleção antes do anúncio, em maio, da lista final de convocados para o Mundial.
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