Romerinho Jatobá defende atuação das torcidas organizadas nos estádios. Foto: Divulgação
O presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), defendeu a presença das torcidas organizadas nos estádios de futebol e criticou a forma como as punições têm sido aplicadas a esses grupos.
Durante entrevista ao programa Fala Político, do Portal de Prefeitura, o vereador afirmou que a responsabilização deve recair sobre os indivíduos que cometem atos de violência, e não sobre as entidades com CNPJ registrado.
O parlamentar, que já anunciou a intenção de disputar a presidência da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) em 2026, destacou que as torcidas organizadas cumprem um papel importante dentro dos estádios e fazem parte da atmosfera que torna o futebol um espetáculo. Segundo ele, punir o CNPJ não resolve o problema da violência, já que quem pratica as agressões são pessoas físicas, e não as instituições.
Romerinho Jatobá lembrou que, mesmo com a proibição das três principais torcidas organizadas de Pernambuco, os episódios de confusão e brigas continuaram acontecendo. Para o vereador, isso mostra que o simples afastamento das organizadas não resolve a questão, pois os grupos encontram outras formas de se manter presentes.
“Torcida organizada é um CNPJ, e o CNPJ não agride ninguém. Quem agride são as pessoas”, destacou o parlamentar.
O vereador também defendeu que as organizadas podem ser aliadas do poder público no combate à violência, ajudando a identificar os agressores.
“Quando a gente expulsa a torcida organizada de junto da gente, a gente se afasta da possibilidade de identificar esses agressores”, afirmou.
Durante a entrevista, o presidente da Câmara reforçou que é favorável à presença das torcidas nos jogos, desde que atuem de forma responsável e integrada a órgãos de controle, como o Ministério Público e o Juizado do Torcedor. Segundo Romerinho Jatobá, esse trabalho conjunto poderia facilitar o monitoramento e a punição individual dos envolvidos em tumultos.
“Eu sou defensor da festa bonita dentro do campo, da batucada, da bandeira, do aplauso e do canto, mas sou também defensor de que lugar de marginal não é no estádio”, afirmou.
Romerinho Jatobá criticou ainda a forma como a punição coletiva tem sido aplicada. Ele lembrou que, durante cerca de 10 anos, as torcidas organizadas ficaram proibidas de frequentar os estádios em Pernambuco, mas as cenas de violência continuaram. Segundo ele, as medidas não surtiram efeito prático, já que os grupos apenas mudavam o CNPJ e seguiam atuando.
“Durante esse período de proibição, a gente via tudo do mesmo jeito: faixa dentro de campo, bandeira estendida, confusão na rua, baderna. Nada mudou. O que precisa mudar é a forma de identificar e punir quem comete o crime”, afirmou.
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