No domingo, 18 de janeiro, o Timbu entrou em campo no Clássico dos Clássicos contra o Leão e goleou por 4 a 0, nos Aflitos, pela 3ª rodada do Campeonato Pernambucano.
Jogador Dodô comemorando primeiro gol contra o Sport. Foto: Rafael Vieira/CNC
Enquanto os holofotes buscam os artilheiros, a análise de dados mostra quem regeu a orquestra nos Aflitos: com 100% de aproveitamento em lançamentos e liderança em ações com a bola, Dodô desmontou o rival. O domingo de 18 de janeiro de 2026 entrará para a história recente do Clássico dos Clássicos.
O placar de 4 a 0 estampado no marcador dos Aflitos fala por si só sobre a superioridade do Náutico diante do Sport, na 3ª rodada do Campeonato Pernambucano. Mas, para entender como essa construção foi feita, é preciso olhar além dos gols de Paulo Sérgio (2) e Vinícius. É preciso olhar para quem abriu o placar e tomou conta do jogo: o meia Dodô.
Se Paulo Sérgio é o "terminador" das jogadas, Dodô se consolidou neste clássico como o cérebro. E não é apenas uma impressão visual da arquibancada; os números comprovam um bom domínio técnico.
Um levantamento detalhado trazido pelo analista de desempenho Daniel Christian expôs a partida do camisa 10. O dado que mais chama a atenção não é apenas o gol ou a assistência, mas a capacidade de quebrar linhas à distância.
Segundo a análise de Daniel, Dodô teve 100% de aproveitamento nos passes longos (3/3). Em um clássico pegado, onde o espaço é curto, acertar todas as viradas de jogo e lançamentos significa que o atleta ditou o ritmo e encontrou espaços onde a defesa rubro-negra não esperava.
A influência de Dodô no 4 a 0 passa pelo volume de jogo. Ele foi o líder do time em ações com a bola, somando 64 interações. Basicamente, quase toda construção ofensiva do Timba passou pelos seus pés.
Os números completos trazidos por @danielnscouts desenham o mapa da mina:
Foi essa precisão de Dodô que alimentou a noite inspirada de Paulo Sérgio. O artilheiro isolado, que marcou dois gols (confirmando sua sina de "dobletes"), e Vinícius, que fechou a conta, foram beneficiados por um meio-campo que funcionou como um relógio suíço.
Ao final do jogo, o placar mostrou goleada. Mas a análise fria dos números mostra que o Sport não perdeu apenas na defesa; perdeu porque não teve resposta para a regência de Dodô. O "Maestro" não apenas tocou a música; ele escolheu o ritmo, a melodia e o volume da festa alvirrubra.
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O único gol da semifinal foi marcado no segundo tempo pelo jogador Gustavo Maia.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
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