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Cruzeiro é acusado de lavar R$ 3 milhões do PCC em compra de jogador, diz revista

O empresário William Barile Agati, que detinha os direitos de econômicos de Diogo Vitor, teria ligações estreitas com a facção, e teria lavado o dinheiro do tráfico de cocaína na venda do jogador para o time mineiro.

Cami Cardoso

14 de fevereiro de 2025 às 12:52   - Atualizado às 14:00

Diogo Vitor (à esq.) e William Barile Agati

Diogo Vitor (à esq.) e William Barile Agati Foto: Reprodução / Instagram

O Cruzeiro está envolvido em um grande esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Ao menos é o que a Revista Piauí apontou em uma reportagem publicada na noite da quinta-feira, 13 de fevereiro. Segundo informado, o time lavou R$ 3 milhões para a facção na compra do atacante Diogo Vitor, em 2021. 

Com a contratação, o normal seria o Cruzeiro pagar a William Barile Agati, empresário dono da F1rst Agência de Viagens e Turismo, e detinha os direitos econômicos do atleta. Porém, ocorreu o contrário. O empresário transferiu R$ 3 milhões para o time mineiro através de sua empresa. Três dias depois, o clube começou a devolver parte do dinheiro para a conta pessoal do empresário e para a Burj Motors, outra empresa de Agati. Conforme a Revista Piauí apontou, o empresário tem "vínculos estreitos com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC)”.

Segundo a Polícia Federal, além da lavagem de dinheiro, o empresário também teria traficado cerca de duas toneladas de cocaína para o sul da Espanha entre 2019 e 2021. Ele utilizou navios saindo do Porto de Paranaguá (PR) e um jato executivo Dassault.

O jogador acabou deixando o Cruzeiro sem ter disputado uma única partida. Além disso, o negócio não foi bom para nenhuma das partes, já que Agati teria pago R$ 3 milhões e recebido apenas metade do valor.

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Dessa forma, o Ministério Público entende que o empresário não pretendia obter lucro, mas lavar para do dinheiro adquirido com o tráfico de cocaína.

Outras acusações

Agati teria participado de um consórcio formado por criminosos brasileiros e europeus para resgatar um dos maiores narcotraficantes brasileiros, o Fuminho, preso em Moçambique.

A lista de acusações envolvendo o empresário fica ainda maior. Ele é apontado como mandante do assassinato de quatro membros de uma quadrilha que furtaram um carregamento de cocaína no litoral do Paraná.

O que diz o Cruzeiro

O clube informou por meio de uma nota que a atual gestão da SAF, que assumiu em 2024, quase três anos depois das acusações, não tem conhecimento sobre a transação envolvendo William Agati. Já Sérgio Santos Rodrigues, presidente do clube em 2021, explicou que o dinheiro é refente a um contrato de empréstimo feito por Agati ao Cruzeiro. Ele afirmou que não tem relação alguma com a contratação do jogador.

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