CRB divulgou uma nota oficial em suas redes sociais. Foto: Divulgação / CRB
O CRB denunciou um caso de racismo envolvendo o volante Luizão durante a partida contra o Operário, disputada na noite desta quarta-feira (9), no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela 27ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O episódio aconteceu aos 14 minutos do primeiro tempo e foi registrado na súmula da partida.
Segundo o documento assinado pelo árbitro Arthur Gomes Rabelo, Luizão procurou o quarto árbitro para relatar que havia sido alvo de uma manifestação racista vinda de um torcedor do Operário. De acordo com o relato do jogador, ele teria sido chamado de “cabelo de presidiário”.
A equipe de arbitragem informou que nenhum de seus integrantes que estavam no campo presenciou ou ouviu diretamente a manifestação. Ainda assim, após receber a comunicação do atleta, o árbitro afirmou ter iniciado a primeira etapa do protocolo antirracismo.
De acordo com a súmula, a partida foi paralisada, houve a realização do gesto antirracista e um anúncio no sistema de som do estádio explicou o motivo da interrupção. O torcedor apontado por Luizão foi identificado e retirado da arquibancada.
Após a partida, o CRB publicou uma nota oficial para manifestar solidariedade ao volante e repudiar o episódio. O clube alagoano afirmou que o racismo não pode ser relativizado ou tolerado dentro ou fora dos estádios.
O jogador também compareceu a uma autoridade policial para registrar a ocorrência. Segundo o CRB, as medidas necessárias para o registro e a apuração dos fatos já foram adotadas, e o clube seguirá prestando suporte ao atleta durante os desdobramentos do caso.
O Galo ainda reconheceu a postura do Operário durante o episódio. Conforme a nota, o clube paranaense colaborou para identificar o torcedor envolvido, preservou imagens disponíveis e prestou suporte ao jogador e à delegação visitante.
Apesar de a súmula indicar que o protocolo antirracismo foi acionado, o CRB apresentou uma versão diferente em sua nota oficial.
O clube afirmou que, embora o episódio tenha sido comunicado durante a partida, o protocolo não teria sido acionado pela equipe de arbitragem. Para o CRB, a aplicação do procedimento é fundamental para garantir uma resposta imediata e adequada diante de situações de racismo.
Já o árbitro Arthur Gomes Rabelo registrou na súmula que realizou a primeira etapa do protocolo após receber a comunicação de Luizão. O documento cita a paralisação da partida, o gesto antirracista e o anúncio realizado no sistema de som do estádio.
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