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Corinthians registra salto de 15 mil novos sócios no Fiel Torcedor após adoção de biometria facial

Implementação em julho fortaleceu controle de ingressos, combate ao cambismo e abriu o acesso a torcedores com pontuação mais baixa

Joice Gomes

28 de julho de 2025 às 11:33

Reconhecimento facial obrigatório  sistema ajudou a aumentar o número de sócios-torcedores.

Reconhecimento facial obrigatório sistema ajudou a aumentar o número de sócios-torcedores. Foto: Reprodução Agência Corinthians

Desde o início de julho de 2025, o Corinthians registrou mais de 15 mil novos sócios no programa Fiel Torcedor, segundo dados oficiais do clube, após a implementação do reconhecimento facial como requisito para o acesso ao estádio.

Essa adoção também tornou obrigatória a compra de ingressos por CPF individual — eliminando privilégios indevidos e favorecendo torcedores com menor pontuação de fidelidade, abrindo novas oportunidades de acesso.

Transformação na venda de ingressos

Com o reconhecimento facial, cada torcedor pode ser identificado diretamente no acesso. Isso impediu fraudes e permitiu ao clube desativar logins alternativos que emitiam bilhetes fora do processo oficial, devolvendo entradas ao sistema Fiel Torcedor.

No jogo inaugural da biometria, contra o RB Bragantino em 13 de julho, o índice de bilhetes adquiridos pelo Fiel Torcedor chegou a impressionantes 81% do total — bem acima da média habitual entre 65% e 70%. Isso reforça a eficácia da tecnologia na regulação do acesso.

Irregularidades expostas e investigações iniciadas

A exigência biométrica detonou uma investigação interna sobre suposto esquema de distribuição irregular de ingressos. O Corinthians solicitou o fim do sigilo de um inquérito da Polícia Civil arquivado em 2024, com o objetivo de que os conselheiros e órgãos fiscalizadores revisem os fatos.

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Depoimentos recolhidos revelam que cortesias concedidas a conselheiros, patrocinadores e autoridades eram, em parte, utilizadas por cambistas. Ex-gerentes e funcionários relataram inação da antiga gestão perante denúncias sobre o uso irregular de passageiros VIP.

Primeiro jogo com biometria: impactos na experiência

Apesar do sucesso a longo prazo, o primeiro uso da tecnologia registrou falhas. No setor FielZone, destinada a camarotes VIP, torcedores que não haviam cadastrado previamente a biometria enfrentaram rejeições na entrada, gerando atraso de cerca de 20 minutos na abertura geral dos portões.

A Polícia Militar orientou a contenção da situação no local e exigiu ajustes imediatos. Cerca de 0,5% dos acessos falharam, mas o fluxo foi normalizado algumas horas depois.

Obrigatoriedade e contexto da lei

A tecnologia segue os requisitos da Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que exige o uso de reconhecimento facial em estádios com capacidade superior a 20 mil torcedores, sob pena de suspensão da lotação total. O prazo legal para adaptação expirou em 14 de junho de 2025.

O clube havia firmado, em abril, contrato com a empresa Bepass, mas houve fricções contratuais posteriores e troca de fornecedor. A nova gestão agora acelera o processo para cumprir a exigência.

O que essa transformação representa?

  1. Mais segurança e transparência na compra de ingressos.
  2. Controle rigoroso contra cambismo e fraudes institucionais.
  3. Inclusão de torcedores com menor pontuação, democratizando o acesso ao estádio.
  4. Base legal cumprida, evitando sanções à Neo Química Arena e ao clube.

O reconhecimento facial, implantado em parceria com empresas especializadas como Ligatech e OneFan, configura-se tanto como ferramenta de compliance quanto vantagem competitiva para o torcedor e a gestão do clube.

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