Os dados são do balanço financeiro oficial divulgado pela diretoria dos últimos anos e apontam uma situação que preocupa torcedores e especialistas em gestão esportiva.
Clube Náutico Capibaribe Foto: Divulgação/ X
O Clube Náutico Capibaribe vive mais um ano de grandes desafios financeiros. Após encerrar 2024 com um déficit de R$ 1,486 milhão, o clube caminha para fechar 2025 com o 15º ano consecutivo de prejuízo, mantendo um passivo total superior a R$ 283 milhões. Os dados são do balanço financeiro oficial divulgado pela diretoria dos últimos anos e apontam uma situação que preocupa torcedores e especialistas em gestão esportiva.
Apesar de um leve crescimento nas receitas — que passaram de R$ 22,8 milhões em 2023 para R$ 24,7 milhões em 2024 —, o Náutico seguiu operando com despesas elevadas. Em 2024, foram R$ 25,7 milhões em custos, resultando em novo déficit. Para 2025, mesmo com o alívio de receitas pontuais da Copa do Brasil, a tendência é que o clube termine o ano novamente no vermelho.
Entre os principais fatores do desequilíbrio financeiro estão a queda nas receitas com transmissões e premiações, que passaram de R$ 6,9 milhões para R$ 4 milhões em 2024, devido à ausência em competições de grande visibilidade. Em contraste, a participação na edição 2025 da Copa do Brasil garantiu R$ 4,1 milhões em prêmios, o que aliviou parcialmente a situação neste exercício.
O Náutico lançou a campanha “Nós por nós”, idealizada por conselheiros e ex-dirigentes com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar o clube na luta pelo acesso à Série B e aliviar a delicada situação financeira enfrentada em meio à permanência na Série C. A principal ação é uma rifa com prêmios como R$ 100 mil e um iPhone 16 Pro Max; os torcedores podem participar comprando cotas por R$ 4,99 ou fazendo um Pix de R$ 250, que também dá direito a um ingresso para o Setor Vermelho dos Aflitos.
A venda de atletas também caiu: de R$ 1,8 milhão em 2023 para R$ 1,4 milhão em 2024. Um ponto positivo, porém, foi o expressivo aumento na arrecadação com sócios. O clube saltou de R$ 3,9 milhões para R$ 6,2 milhões, com a base de associados chegando a 25 mil pessoas.
Ainda assim, o problema central segue sendo o endividamento estrutural. Em 2025, a dívida total do Náutico chegou a R$ 283 milhões, segundo dados apresentados para os conselheiros do clube. Esse valor é composto majoritariamente por dívidas trabalhistas, tributárias e cíveis, com destaque para R$ 117 milhões em ações trabalhistas, R$ 103,4 milhões em tributos e R$ 18,8 milhões em causas cíveis. Desde 2023, o clube tenta aprovar um plano de Recuperação Judicial, ainda sem avanços concretos.
Com três anos consecutivos na Série C e sem perspectiva de acesso imediato, o Náutico tem receita limitada, o que agrava o desafio de manter as contas equilibradas. A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) é considerada uma alternativa de médio prazo, mas ainda está em fase de discussão interna e jurídica.
Se a trajetória atual se mantiver, o clube poderá encerrar 2025 com mais um prejuízo, consolidando um período de 15 anos seguidos no vermelho — um dado simbólico e alarmante para a história centenária do Timbu.
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