Troféu da Copa do Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF
A Confederação Brasileira de Futebol fechou a venda dos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o próximo ciclo e alcançou uma marca recorde. O acordo envolvendo as edições de 2027 a 2030 da competição e as Supercopas de 2028 a 2031 movimentará mais de R$ 4 bilhões.
De acordo com a entidade, o valor representa um crescimento de 80% em relação ao ciclo atual, que termina em 2026. A negociação também promoveu uma divisão mais ampla dos direitos entre diferentes empresas e plataformas, modificando o cenário de transmissão da competição nos próximos anos.
O Grupo Globo ficará com dois dos principais pacotes. A empresa terá os direitos de transmissão em TV aberta e também poderá exibir partidas no SporTV, Premiere e GE TV.
A distribuição dos direitos foi dividida pela CBF em diferentes pacotes. A estratégia busca ampliar o número de empresas envolvidas na transmissão e, consequentemente, a exposição da Copa do Brasil em diferentes plataformas.
A GE TV também garantiu um pacote destinado à exibição de melhores momentos e conteúdos no formato de reacts. Além disso, a entidade ainda pretende comercializar um quinto pacote, voltado ao mercado internacional, que não havia sido fechado até a publicação da informação.
Uma das principais novidades para o próximo ciclo será a produção de um feed único pela própria CBF. A ideia é que todas as partidas tenham uma transmissão-base produzida pela entidade, inclusive confrontos das primeiras fases que tradicionalmente recebem menos espaço das emissoras.
A competição também passará a ter 18 datas no calendário. A CBF pretende distribuir melhor os jogos ao longo da temporada e aumentar a presença de partidas decisivas nos finais de semana, buscando ampliar a audiência do torneio.
A valorização dos direitos está relacionada ao desempenho da competição em audiência nos últimos anos. Segundo a CBF, a Copa do Brasil superou o Brasileirão e a Libertadores em índices de audiência nos dois últimos anos.
O novo formato de comercialização também foi construído depois de estudos de mercado realizados pela entidade, que avaliou o interesse de cerca de 15 empresas pelos direitos.
Com a negociação, a CBF pretende não apenas aumentar a receita obtida com a transmissão, mas também explorar novas possibilidades comerciais durante a competição. A entidade trabalha com uma estratégia de publicidade que inclui uma identidade visual unificada e novas formas de exposição das marcas.
O novo ciclo começa em 2027 e terá duração de quatro anos para a Copa do Brasil. No caso da Supercopa, o acordo será válido entre 2028 e 2031.
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