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BAHIA é punido pelo STJD por gritos HOMOFÓBICOS em jogo contra Grêmio

A equipe do Rio Grande do Sul também foi punido com suspensão de dois jogadores e do treinador Renato Gaúcho.

Cami Cardoso

06 de setembro de 2024 às 18:39   - Atualizado às 18:58

BAHIA é punido pelo STJD por gritos HOMOFÓBICOS em jogo contra Grêmio.

BAHIA é punido pelo STJD por gritos HOMOFÓBICOS em jogo contra Grêmio. Foto:Rafael Rodrigues/Bahia

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não aliviou para Bahia e Grêmio em jogo com confusão, homofobia e expulsões na Arena Fonte Nova, em Salvador, pelo Brasileirão. Os baianos terão de pagar multa e ficarão sem os torcedores discriminatórios por 720 dias nos estádios, enquanto o prejuízo aos gaúchos causa mais impacto no campo, com suspensão de Renato Gaúcho por quatro jogos, de Diego Costa por dois e de Nathan por um, já cumprida.

A confusão ocorreu em duelo da quarta rodada. O árbitro relatou na súmula que Diego Costa recebeu o cartão vermelho direto por ofender verbalmente a arbitragem e cita que o jogador apresentou resistência para deixar o campo, partindo na direção do quarto árbitro. Nathan recebeu o vermelho após o fim da partida por se dirigir a arbitragem fazendo gesto de roubo com as mãos.

Ainda foi relatada a expulsão de Renato Gaúcho por abandonar o campo com os jogadores reservas em protesto contra decisão da arbitragem, após a expulsão de Diego Costa. Vídeos flagraram torcedores do Bahia entoando cântico discriminatório contra a torcida gaúcha.

A Terceira Comissão Disciplinar do STJD não aceitou as alegações e optou por penalizações exemplares. "Por maioria dos votos, os auditores puniram o Bahia com multa de R$ 20 mil por cânticos homofóbicos e proibiram os torcedores identificados a comparecerem ao estádio por 720 dias. Já o Grêmio teve o atleta Diego Costa suspenso por duas partidas, Nathan punido com uma partida de suspensão e o técnico Renato Gaúcho punido com quatro partidas de suspensão. A decisão é de primeira instância e deve chegar ao Pleno, última instância nacional", informou o STJD. Os clubes vão recorrer.

O que diz a defesa do Bahia?

"Diego Costa estava no banco de reservas, distante do árbitro e seria humanamente impossível se dirigir a ele. Diego se sentiu injustiçado e foi entender o motivo da expulsão. A defesa vem pedir absolvição ou, no máximo, advertência pela baixa gravidade O técnico Renato Gaúcho a única coisa que fez foi defender os atletas. A atitude dele em nenhum momento foi contrariar a ética e sim defender os atletas dele. Viu que a expulsão do Diego Costa foi de forma arbitrária e ele retirou os atletas de perto do quarto árbitro para não perder mais ninguém", fez a defesa do Grêmio a advogada Ana Linhares.

O que diz a defesa do Bahia

"Existe um departamento que visa promover e conscientizar seus torcedores contra qualquer tipo de atos discriminatórios. Existem várias ações do Bahia desde 2019 inclusive no combate a homofobia e o clube nunca foi denunciado por este ato. A prevenção praticada pelo clube é nítida", disse o advogado Rodrigo Daebs, pelo Bahia. "O Bahia notificou o reprodutor do vídeo e suspendeu o identificado. Seria uma injustiça ser condenado o clube por atos que ele combate."

Estadão Conteúdo.
 

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