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Ancelotti não irá assumir Seleção Brasileira após Real travar negócio e CBF mira Jorge Jesus

O treinador tinha acertado um acordo com a cúpula da Confederação para ser o técnico da seleção após o final do Campeonato Espanhol.

Gabriel Alves

30 de abril de 2025 às 08:16   - Atualizado às 08:39

Carlo Ancelotti e Jorge Jesus.

Carlo Ancelotti e Jorge Jesus. Fotos: Real Madrid/Divulgação e Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Carlo Ancelotti não vai assumir o comando da seleção brasileira. O Real Madrid, clube no qual o técnico italiano trabalha atualmente, não aceitou pagar a multa rescisória do contrato, que tem validade até junho de 2026. O presidente Florentino Perez só aceitava liberar o comandante de graça. A informação foi dada primeiramente pelo GE.

Ancelotti tinha acertado um acordo com a cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para ser o técnico da seleção após o final do Campeonato Espanhol, mas terá de ficar até o final de seu compromisso com o time espanhol.

A temporada do Real Madrid não tem sido boa, pois acumula eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões, derrota na final da Copa do Rei para o rival Barcelona, além de ver o time catalão liderar o Campeonato Espanhol.

Ancelotti ainda tem mais uma possibilidade de conquistar um título importante, com a participação do Real Madrid no Mundial de Clubes, nos Estados Unidos.

Sem a possibilidade de ter Ancelotti, a CBF vai em busca do português Jorge Jesus, que está na semifinal da Liga dos Campeões da Ásia com o Al-Hilal.

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A seleção brasileira ocupa atualmente a quarta colocação nas Eliminatórias da Conmebol para a Copa do Mundo de 2026 e venceu somente um de seus últimos quatro jogos. Desde a saída de Tite após o Mundial do Catar, em 2022, passaram pelo comando da equipe Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior.

Felipão defende escolha de Ancelotti

Luiz Felipe Scolari foi apresentado como coordenador técnico do Grêmio na terça-feira, 29 de abril. Mas não falou apenas do clube. Pentacampeão com a seleção brasileira em 2002, o ex-treinador foi questionado sobre o que acha de Carlo Ancelotti dirigindo a esquadra verde e amarela e, com enorme sinceridade, não apenas elogiou o principal candidato da CBF ao cargo como disse que "temos de aprender com quem é melhor".

Último campeão dirigindo o País, Felipão falou com a experiência de quem já esteve do outro lado, dirigindo seleções de outros países, para acabar com as reprovações, discordâncias e preconceitos na possibilidade de um estrangeiro assumir a pentacampeã mundial.

"Eu, como técnico, já participei em seleções do Kuwait, de Portugal. Essa reserva de mercado acho bobagem. A condição de trabalho de uma pessoa, se ela é boa aqui, é boa no Japão, na China, em qualquer lugar. Não temos de ter medo de ninguém. Ou somos bons, somos os melhores ou aprendemos com quem é melhor que nós. Pelo que eu conheço do Carlo, é um técnico espetacular, uma pessoa espetacular", afirmou Felipão, vendo em Ancelotti um grande nome.

Felipão aproveitou para pedir respeito ao italiano, que já teria tudo acertado com a CBF e viria após o fim do Campeonato Espanhol.

"Carlo Ancelotti, se vier a treinar o Brasil, será muito bem recebido. Aliás, vamos tratá-lo como ele merece realmente", disse.

"Não vejo que tenhamos que blindar só treinadores brasileiros. Nós saímos daqui, vamos trabalhar fora e achamos muito legal e queremos a reciprocidade dos que estão lá fora, então vamos dar a reciprocidade também, se por acaso for assim".

Sobre o retorno ao Grêmio, Felipão garantiu que não será mais técnico na carreira e explicou que não trabalhará diretamente com os jogadores.

"Eu não sou a pessoa que vai trabalhar com os jogadores. Eu não vou estar presente dizendo para colocar este ou aquele porque não é a minha função. Posso emitir pareceres, escuta quem quiser", explicou.

O coordenador, porém, elogiou o grupo de atletas e a parceria com o amigo Mano Menezes.

"Tecnicamente é muito bom time. Existem outros aspectos que a equipe precisa para ser um bom time. Acho que o Mano, aos poucos, vai ajeitando essa equipe", mostrou confiança.

Estadão Conteúdo

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