Para o ator, a produção cinematrográfica sobre o regime militar segue necessária como forma de reflexão e memória.
12 de janeiro de 2026 às 12:16 - Atualizado às 12:18
Wagner Moura em orelhão. Foto: Divulgação
Vencedor do Globo de Ouro 2026 de Melhor Ator em Filme de Drama por O Agente Secreto, Wagner Moura comentou, em coletiva de imprensa após a cerimônia, a importância de o cinema brasileiro seguir abordando o período da ditadura militar. Segundo o ator, o tema permanece atual e presente no cotidiano do país.
Ao falar com jornalistas depois de receber o prêmio no domingo, 11 de janeiro, Moura afirmou que o Brasil ainda lida com consequências diretas do período histórico. Para ele, a produção de filmes sobre a ditadura segue necessária como forma de reflexão e memória.
"Precisamos continua fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura ainda é uma cicatriz aberta em nossa vida brasileira. Aconteceu há apenas 50 anos", afirmou o ator. Em seguida, ele relacionou o tema ao cenário político recente do país. "Recentemente, tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura", disse, em referência ao governo de Jair Bolsonaro.
Moura concluiu destacando que os efeitos do regime militar não pertencem apenas ao passado. "Portanto, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro", completou.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto também foi premiado como Melhor Filme em Língua Não Inglesa na mesma edição da cerimônia. Foi a primeira vez, em 27 anos, que o Brasil venceu essa categoria novamente, desde Central do Brasil, e a primeira vez que o país conquistou dois prêmios em uma mesma edição da premiação.
No palco, Kleber Mendonça Filho agradeceu ao elenco, mandou uma saudação ao Brasil e destacou a parceria com Wagner Moura.
O diretor também dedicou o prêmio a jovens cineastas e ressaltou o momento histórico para a realização de filmes no Brasil e nos Estados Unidos. O Agente Secreto ainda concorreu a Melhor Filme de Drama, mas perdeu para Hamnet.
Estadão Conteúdo
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O evento terá caráter beneficente e contará com a participação de ex-jogadores da Seleção Brasileira, atletas com passagem por grandes clubes do futebol nacional e nomes ligados ao futebol pernambucano.
Detalhes da história ainda não foram divulgados, mas a promessa é que a nova versão faça alterações e atualize de alguma forma a primeira obra.
"Os estúdios às vezes buscam grandes vencedores do Oscar, mas os vilões mais eficazes costumam ser atores que o público reconhece, mas não conhece completamente", disse fonte ligada a produção do longa.
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